Os amigos do André

Conheça um pouco mais sobre eles...

Thursday, March 30, 2006

Entrevista a Cristiano

O nosso irmão brasileiro dá o mote
"Os guerreiros morrem de pé"

Como te iniciaste no futsal?
Comecei num clube chamado “Fraldinha” com 5 anos…a minha vida é futsal, pois sempre joguei.

Como te caracterizas como jogador?
Sou guerreiro, muito lutador e determinado, no entanto gosto de fazer uma graça de vez em quando. Sou filho de Deus.

Já representaste várias equipas de vários países. Qual aquela que te deu mais gozo jogar?
Realmente já representei vários emblemas: Fe Blue Star (Suiça), Reggio Cálcio 5 (Itália), Disoft Las Palmas (Espanha), Las Rozas Madrid Léon (Galicia), Benfica, Fundão e Académica (Portugal). Todas me deram gozo, pois em todas joguei. Gosto é de jogar futsal!

Como se proporcionou a tua vinda para o Benfica?
Através do Pica-Pau, a amizade entre nós é muito grande. Vim para o Benfica graças a ele que já lá jogava.

Como correu a tua passagem por lá?
Não foi muito famosa é certo, mas, também nessa altura estive lesionado 8 meses e saí um pouco prejudicado por isso.

Qual a razão da troca Fundão-Académica?
Para jogar mais e voltar a ter prazer em jogar futsal, no entanto não vejo muita diferença.

Como correu a adaptação ao nosso clube?
Foi tranquila, fui muito bem recebido pelos meus companheiros. Se melhorar estraga.

Para já como avalias a tua época 2005/2006?
Regular, para quem não tem jogado muito. Poderia ter tido mais oportunidades, penso que tenho qualidade para contribuir mais.
Melhor momento vivido na modalidade?
Os melhores momentos são sempre as vitórias, os títulos e as amizades feitas na modalidade.

Pior momento?
Foi sem dúvida alguma a minha paragem de 8 meses, senti enormes saudades das “quadras”.

Alguém que admires neste desporto?
Uma pessoa que é mais que um Amigo, é um irmão para mim, o Pica-Pau é um fantástico jogador e um ser humano maravilhoso.

Uma palavra para os teus colegas da A.A.C…
Que trabalhem e se lembrem que a 1ª divisão é já ali ao lado. Lutem sempre e nunca desistam da vitória. Os guerreiros morrem de pé.

Umas palavras para a equipa técnica…
Quem planta trabalho colhe vitórias!

Umas palavras para os visitantes deste blog…
Que visitem mais vezes este blog, muitas felicidades e saúde é o meu desejo para todos vocês.

Reparo que quando falas da tua filha (Maria Clara) e família, falas com saudade e carinho. Podes mandar uma mensagem para eles…
Quando era pequeno, perguntava aos meus pais como se sabia que amávamos alguém. A resposta da minha mãe era que eu saberia quando estivesse a Amar…agora sei…tenho a Maria Clara. Gostaria de lhes dizer o seguinte: as nossas vidas são um drama, onde ora somos actores, ora somos plateia. Como actores desempenhamos vários papéis, até de palhaço que ao fazer rir a plateia esconde na sua máscara a dor e as lágrimas… É a vida!

BI
Nome:
Cristiano Motta
Data Nascimento: 20/12/1975
Nacionalidade: Brasileira
Naturalidade: Manaus- Am - Brasil

Friday, March 24, 2006

Entrevista a Tiago Teixeira

O nosso "doutor"

"A equipa que a Académica tem esta época pode-lhe garantir um futuro seguro nos próximos anos"

Tem algum significado especial para ti jogar na AAC?
Dr TT – André deixa-me primeiro dizer-te que é um prazer estar aqui noteu blog…Não sou um visitante assíduo destes blogs de futsal, mas isso prende-se mais com a falta de tempo! Quanto à AAC, quem me conhece sabe que a Académica foi sempre uma rival no meu percurso futebolístico, por isso não é o meu clube do coração…no entanto posso-te dizer que se sente a mística deste clube quando se está por dentro!

Queres contar o teu ingresso na Académica?
Dr TT – Coincidência ou não, eu não tenho estado mais de dois anos no mesmo clube enquanto jogador sénior, e as primeiras épocas são também, coincidentemente ou não, mais produtivas que as segundas…e no meu segundo ano no Cernache eu acabei a época com alguma frustração e era melhor para as duas partes um afastamento. A equipa técnica da AAC soube da possibilidade de sair e convidou-me, através de um telefonema primeiro e de uma conversa depois, a fazer parte do projecto. Embora algo reticente pela carga horária semanal, acabei por aceitar a proposta.

Como foste recebido pelo grupo de trabalho?
Dr TT – O balneário da Académica não é um balneário fácil…Eu estive sempre em clubes mais “familiares”, em que a recepção aos jogadores é mais calorosa, mas a Académica tem um balneário mais independente, em que cada pessoa depois do treino vai para o seu próprio destino, o que implica que temos que ser mais fortes psicologicamente. No entanto, fui sempre bem tratado, e algumas pessoas ajudaram bastante comoo teu irmão Tomé, que eu já conhecia de Cernache, o Pichel, o Moreira e depois, aos poucos, todos os outros… O grupo, uma vez integrado, é bastante divertido…

Umas palavras para a tua ex-equipa…
Dr TT – Só tenho coisas boas a dizer… do Cernache e do Santa Clara! Este último foi onde passei as minhas maiores alegrias, numa altura em que se joga pelo puro prazer do futebol. No Cernache fui sempre muito bem tratado, tenho lá o que considero bons amigos, e foram muito correctos na altura da despedida…Nos dois casos saí apenas para ir experimentar coisas diferentes…

É fácil conciliar os estudos com o futsal?
Dr TT – Eu acho que sim! Sempre consegui! Na Académica a carga era maior e até aí, mesmo sendo o último ano do curso, consegui conciliar... Já o trabalho torna-se mais difícil, pelo menos no que toca ao meu…

Depois da época que passámos o ano passado, como viveste a derrota com o Junqueira?
Dr TT – Foi “A” desilusão… A época foi em crescendo e tudo se desmoronou no finalzinho… Pensava que ia comemorar a subida na minha última queima, mas acabámos em quinto… Foi…triste!

Principais factores para a forma como tem evoluído esta época…
Dr TT – Difícil dizer…Eu penso que a equipa do ano passado era mais forte, mais versátil! Por outro lado, a equipa que a Académica tem esta época pode-lhe garantir um futuro seguro nos próximos anos, se bem conduzidos…Na minha opinião as viagens muito longas, a maior evolução técnico-táctica das equipas desta série e alguma insegurança nos jogos caseiros são os principais factores… No entanto acho que devemos muito a nós próprios porque teríamos seguramente valor para mais, mas para obter resultados há que ser mais pragmático…

Caracteriza-te como jogador…
Dr TT – Eu sou o que poderias chamar um falso-lento, quando em forma claro… Sou mais um organizador de jogo que um grande desequilibrador individual, com mais propensão para atacar do que para defender e que não tem problemas de se sacrificar pela equipa… Acho que sou um bom colega…

A tua melhor memória no futsal…
Dr TT – Quando ganhei o campeonato distrital de juniores… jogávamos o último jogo da fase final em casa, tendo nove pontos, e recebendo o Vilaverdense que tinha doze pontos feitos nas quatro primeiras jornadas e que nos tinha ganho na segunda jornada por 2-0! Estávamos a perder ao intervalo e acabámos por ganhar 9-4…Fomos campeões por goal-average, tendo também o Figueiró do Campo acabado com doze pontos…

A pior memória no futsal…
Dr TT – A derrota com o Junqueira…

Uma palavra para os teus colegas de equipa…
Dr TT – Que continuem a dignificar a camisola, o que por vezes é mais importante do que ganhar um jogo…ganha-se o respeito dos outros! Jogos há muitos…

Uma palavra para a equipa técnica…
Dr TT – Que ganhe jogos…

Um jogador que admires na modalidade? Porquê?
Dr TT – Não posso escolher um! Escolho 5…três deles por aquilo que me foram ensinando e pela presença… O Chico no Santa Clara, o Paulo Alves no Cernache e o João Filipe na AAC! O outro escolho porque sempre o achei um excelente jogador em todo o seu percurso e especialmente nos jogos quedele vi em Santa Clara, por essa altura casa emprestada do Conchada, o Nini…O último porque foi o melhor jogador contra quem me bati, ainda nas camadas jovens no campeonato nacional…o Joel Queirós!

Uma palavra para os leitores deste blog…
Dr TT – Que continuem a participar, com respeito, que é uma forma de ir divulgando a modalidade…

Objectivos para o futuro na modalidade…
Dr TT – Vou voltar a casa para acabar a “carreira”…

BI
Nome: Tiago Emanuel Godinho Rodrigues Teixeira
Data nascimento: 22/3/81
Clubes como jogador: CF Santa Clara, UDR Cernache e AAC
Títulos: Campeão distrital de juvenis e vencedor da taça AFC 1997/98, Campeão distrital de juniores e vencedor da taçaAFC 1999/2000, 2.º classificado no campeonato distrital de seniores 2000/2001 (subida à 3ª divisão nacional) e campeão distrital de seniores 2004/05 (AAC B)

Friday, March 17, 2006

Entrevista a Russo

Um pequeno grande talento
"Quero ser campeão nacional de juniores"

1-O nome A.A.C. o que representa para ti?
Apesar de representar a Académica apenas pelo segundo ano acho que dificilmente vou esquecer este clube, é o clube que representa a cidade de Coimbra e que eu tenho muito orgulho em representar, faço-o com todo o empenho e dedicação.
2-Como te caracterizas como jogador?
Sou um jogador jovem que tem muito para aprender, sou dedicado e tento fazer sempre o meu melhor.
3-Porquê futsal? Como começaste?
"Abandonado na minha aldeia” houve alguém que decidiu fazer uma equipa de futsal (Grupo juvenil de S. Tomé) onde me convidaram para fazer parte desse projecto. Aceitei logo… passadas três grandes épocas nesse clube surgiram vários convites, entre os quais um para representar a Académica o qual aceitei de bom grado…
4-Sendo ainda júnior, o que achas da tua inclusão no plantel sénior?
É muito bom para mim poder fazer parte do plantel principal para que eu possa evoluir como jogador, podendo assim disputar o campeonato da 2ª divisão nacional, onde vou certamente ganhar maturidade que me vai ser útil para o futuro.
5-Como tem sido a tua adaptação?
Foi fácil, com este grupo de trabalho qualquer jogador é bem recebido, comigo não foi diferente, receberam-me de braços abertos e perceberam logo que eu só estava ali para os ajudar.
6-Tem sido difícil estar longe da família?
Sim, isso é a única coisa que me perturba um bocadinho! Mas a minha família sempre me apoiou porque sempre respeitaram a minha decisão.
7-Sendo já um habitual convocado do plantel sénior, como te sentes quando jogas pelos juniores?
Sinto-me bem claro, apesar de representar a equipa sénior faço parte do plantel de juniores, jogo com a mesma dedicação e empenho que tenho na equipa principal.
8-Comenta a palavra "croquete"?
A palavra croquete é um nome que me caracteriza dentro do nosso grupo de trabalho, foi a palavra com que me acarinharam. Talvez por ser pequenino.
9-Como tens visto a participação da nossa equipa este ano?
O ano passado a equipa atingiu o 5º lugar, este ano estamos em 6º lugar o que é menos bom para nós mas, ainda estamos a tempo de fazer melhor apesar de ser difícil atingirmos o nosso objectivo que era a subida de divisão.
10-Como viste a participação da nossa equipa no ano passado?
Não tendo a intenção de subir de divisão jogaram jogo a jogo, sem pressão atingiram um lugar que os fez sonhar mais alto, contudo nas últimas jornadas não conseguiram concretizar esse sonho, acabando por ficar em 5º lugar o que é excelente .
11-Tens alguém que admires? Porquê?
Todos os meus colegas de equipa…
12-Objectivos pessoais para este ano?
Ganhar experiência na equipa sénior para que na próxima época possa ajudar a alcançar os nossos objectivos. Sendo também o meu último ano de júnior, quero aproveitá-lo ao máximo, quero ser campeão nacional.
13-Uma palavra para o nosso grupo…
São fantásticos…
14-Uma palavra para a equipa técnica…
Quero deixar-lhes uma palavra de agradecimento, pelo que tem feito não só por mim mas também pelo restante plantel, porque ajudam-nos a evoluir como jogadores, mas ainda mais importante do que isso, como pessoas. O meu muito obrigado!
15-Palavra para os leitores deste blog
Nunca desistam, lutem sempre pelos vossos objectivos…

BI
Nome: Bruno Miguel Azenha Rodrigues (Russo)
Data de nascimento: 1 de Março 1987
Clubes que representou: Grupo Juvenil S. Tomé, Académica.
Treinadores: Jocelino Guerra, Arlindo Matos, Albano, Francisco Batista.
Títulos: Campeão distrital de juniores

Friday, March 10, 2006

Entrevista a João Filipe



“A Académica merece empenho e dedicação”

1- Como um dos elementos mais experiente da equipa, o que achas que está a falhar este ano?
Não julgo que a época esteja a ser um fracasso. Temos um grupo com valor, é certo, mas se calhar o discurso adoptado no início da época tenha sido demasiado ambicioso e a fasquia tenha sido colocada demasiado alta. Convém não esquecer que o nosso grupo é muito jovem e disputa este ano uma série diferente. Penso que a boa prestação realizada na época passada tenha criado a ilusão de que este ano seríamos favoritos à subida. Julgo, no entanto, que está ao nosso alcance uma classificação melhor do que a actual e pela qual vamos lutar até à última jornada.
2- Conta-nos porque aderiste à modalidade?
Estava no meu último ano de júnior no futebol de 11 da AAC e as coisas não estavam a correr como eu desejava. Não era muito utilizado e a ilusão de um dia vir a ser um grande jogador já praticamente não existia. Através de algumas pessoas conhecidas propuseram-me que fosse treinar à secção de futsal. Assim fiz, gostei e até hoje
3- Como se proporcionou a saída para a 1.ª Divisão para o Inst. D. João V?
Estava no último ano do curso de educação física e na altura a AAC e o Instituto estavam na primeira divisão. Após um jogo entre as duas equipas que me correu particularmente bem o convite foi me endereçado. Na altura recusei. Eles voltaram a insistir e chegámos acordo. A contra partida foi que quando terminasse o curso me garantiam uma vaga para dar aulas no Instituto. Assim foi, foram cinco anos muito bons onde conquistei uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
4- O que achas do grupo de trabalho da Académica?
É um grupo de qualidade com grande margem de progressão. Os jovens estão cada vez mais integrados, mais rotinados e têm sabido ouvir os conselhos de quem tem mais anos de futsal. Penso que este grupo pode ter um futuro de sucesso.
5- O que representa a Académica para ti?
É o clube da minha cidade e com o qual fui habituado a identificar-me desde miúdo. Sempre desejei representar a Académica e consegui realizar esse objectivo. A Académica merece empenho e dedicação.
6- Como surgiu a ideia de seres treinador?
Na altura estava no Instituto e um professor meu colega convidou-me para treinar a equipa de juniores femininos do Louriçal. Eu aceitei e comecei uma ligação de alguns anos onde conquistámos tudo no distrito de Leiria. Infelizmente, e por motivos profissionais, tive que abandonar o cargo. Era incompatível dar aulas, jogar e ser treinador. Entretanto a professora Paula Rego, coordenadora das selecções distritais de Coimbra convidou-me para ser treinador da selecção sub19 feminina e eu aceitei. Estou a gostar e os resultados estão aparecer
7- Sendo um treinador de futsal feminino, como está a evolução da nossa modalidade entre as senhoras?
Muito bem. Alguns distritos já apresentam um nível competitivo muito apreciável. São cada vez mais as raparigas interessadas em jogar futsal e o número de atletas federadas não para de aumentar.

8- A selecção distrital feminina ficou bem classificada no torneio Nacional. Há muitos talentos na região?
Foi conseguida a melhor classificação de sempre o que só por si reflecte o valor das jogadoras do distrito. Estão a despontar alguns valores, mas seria importante existir uma competição nos escalões de formação para que a evolução das jogadoras fosse mais sustentada.

9 - Apoias a criação de um campeonato nacional?
Pelo número de atletas existentes e nível competitivo que alguns distritos apresentam julgo que seria benéfico para a modalidade. Teria que ser uma competição organizada por zonas (norte, centro e sul) pois os clubes não possuem condições financeiras para suportar deslocações semanais aos quatro cantos do país. Julgo que a sua criação está para breve.

11- Uma palavra para os visitantes deste blog...
Divulguem a modalidade, vivam a modalidade, mas não aproveitem este espaço para “guerrinhas” pessoais e comentários que nada dignificam o nosso futsal

12- Umas palavras para a nossa equipa...
Jogam muito

13- Uma palavra para a equipa técnica...
Os jogadores nem sempre têm ajudado. Merecem todo o nosso empenho.

14- Nestes anos em que representaste a Briosa, qual o melhor momento que viveste nesta casa? E o pior?
O melhor talvez o título de campeão nacional da 2ª divisão.O pior foi termos descido no ano em que abandonei a AAC para ingressar no Instituto.

BI
Nome: João Filipe Bico Soares
Data de Nascimento: 10/01/74
Percurso: Académica, Inst. D. João V e Académica.
Palmarés: Campeão nacional da 2.ª divisão e subida à 2.ª divisão em 2003/04 (AAC); Taça de Portugal e Supertaça Nacional (Inst. D. João V), Internacional Universitário

Friday, March 03, 2006

Entrevista a Luisinho


O nosso 10 goleador
"Acreditem que podem ser os melhores naquilo que fazem"

O que representa a AAC na tua vida?
O futsal da AAC é para mim uma segunda casa, uma segunda família. É a prioridade da minha vida.

Como tens visto a evolução da modalidade dentro do clube?
Depois de vários anos em que não tínhamos o mínimo de condições e de apoio, houve finalmente interesse pelo futsal e os últimos dois anos são prova disso. Há ainda muito por fazer mas temos que reconhecer que houve um esforço por parte da direcção. Sentimos que há pessoas interessadas e isso é muito importante.

Nestes anos em que representaste a briosa, qual o melhor momento que viveste nesta casa? E o pior?
O melhor momento que vivi nesta casa foi a subida à segunda divisão e a época fantástica que fizemos o ano passado.
O pior momento, pior ainda do que a descida à 3º divisão, foi a derrota no jogo frente ao Junqueira, que hipotecou a nossa subida de divisão. Nesse jogo fomos impedidos pela equipa de arbitragem de conquistar os três pontos e o sentimento de revolta e desilusão no fim da partida não tem descrição. Depois de estarmos tão perto dos nossos objectivos, de uma época fantástica em todos os sentidos, não merecíamos aquela traição. Foi um golpe duro, muito duro.

Há jovens das camadas de formação que te apreciam pela tua capacidade de finalização. Que conselhos lhes queres dar?
Que sejam humildes, que se divirtam a jogar futsal e que acreditem que podem ser os melhores naquilo que fazem.

Como vês a juventude deste plantel? Consideras importante esse facto?
Vejo a juventude neste plantel com grande satisfação e optimismo. Os miúdos são excelentes jogadores, demonstram grande carácter e atitude. Temos uma equipa de grande potencial, de grande futuro, quando falo em futuro, falo a muito curto prazo, pois esta época serviu para os mais novos ganharem maturidade e experiência, o que tem acontecido de jogo para jogo

Sendo o jogador com mais anos de emblema ao peito, descreve a importância que tem para ti esse facto...
O facto de ser o jogador com mais anos de AAC, traz-me responsabilidades acrescidas. Creio que é meu dever tentar incutir aos que chegam a mística da Briosa, assim como ajudá-los a integrarem-se no grupo da melhor maneira possível. É minha obrigação fazer tudo o que estiver ao meu alcance para o grupo funcionar o melhor possível.

Qual a sensação de teres assumido a braçadeira de capitão da Académica?
Depois de tantos anos na AAC é naturalmente uma grande alegria e um grande orgulho ser capitão desta equipa. Preferia ter "herdado" a braçadeira de outra forma, mas foi desta maneira que as coisas se sucederam e estou pronto para assumir essa responsabilidade.

Esta época está a correr como previas?
Infelizmente houve vários factores que condicionaram o nosso rendimento esta época. Houve jogadores importantes que saíram, vários jogadores novos que chegaram ao clube e que naturalmente precisavam de tempo para se adaptar, várias lesões no inicio de época, mudança para uma nova série e para uma nova realidade a nível de futsal. Foram muitas mudanças que acabaram naturalmente por se reflectir no rendimento da equipa. No entanto, que ninguém duvide que esta equipa está mais forte de dia para dia e que a próxima época será sem duvida melhor, será o ano da afirmação do futsal da Briosa.

Estiveste no Mundial Universitário. Qual a sensação de vestir a camisola das Quinas?
Representar Portugal foi naturalmente um motivo de grande orgulho para mim. Estar presente num campeonato do mundo é fantástico e espero repetir a experiência.

Como goleador que és tens alguma marca que queiras atingir este ano?
Gostava de chegar pelo menos aos 40 golos. Sei que vai se muito difícil mas gostava de atingir essa marca.

Tens marcado muitos golos desde a formação até agora. Qual a fórmula para tantos golos?
Os golos aparecem naturalmente e com a ajuda dos meus companheiros. A confiança muitas vezes é tudo.

Onde pretendes chegar no futsal?
Quero ficar na Académica para sempre, chegar à 1ª divisão o mais rápido possível e ver o clube com "estatuto" neste escalão. Quero continuar a marcar muitos golos e a ajudar o futsal da Académica a ser cada vez maior.

Algum jogador que admires?
Os meus colegas da Académica.

Uma palavra para o plantel da nossa equipa...
A equipa sabe bem o que eu acho. Tenho enorme confiança nesta equipa e tenho a certeza que vamos fazer coisas muito bonitas. Estou certo que jogaremos na 1ºa divisão e que para o ano não falharemos esses objectivo. Temos uma grande equipa e vamos demonstrá-lo.

Uma palavra para a equipa técnica...
Como se pode ver pelo que foi escrito atrás, foi com o Prof. Francisco Batista e com o Prof. Arlindo que vivi os melhores momentos na Académica (inclusive a ida a selecção universitária). Com eles cresci como homem e como jogador. Queria aproveitar esta oportunidade para lhes agradecer e para lhes dizer que espero que continuem na AAC por muitos e bons anos. Eles ajudaram a construir esta nova era no futsal da AAC e merecem ver a equipa na 1ª divisão.

Uma palavra para os visitantes deste blog...
Este desporto é uma paixão para todos nós, se puderem ajudem o futsal a crescer cada vez mais, seja de que maneira for.


BI
Nome: Luís Santos (Luisinho)
Data de nascimento: 07/02/1980
Posição: Pivot
Local: Coimbra
Idade: 26 anos
Nacionalidade: Portuguesa
Weblog: http://luisinho10.blogspot.com