Os amigos do André

Conheça um pouco mais sobre eles...

Saturday, April 29, 2006

Entrevista a Bruno Benedito

"Futsal é um jogo de paciência para jogadores inteligentes"

O que representa a AAC para ti?
Obviamente que se trata de um clube de referência não só para mim, mas para toda a região centro. Represento AAC-OAF acerca de dez anos e é com muito orgulho que o faço, ou fiz,…pelo menos até à época anterior, face à lesão que se prolonga desde o inicio do ano. O sentimento é muito forte quando estamos em campo, mas é muito difícil estar de fora. Grande clube!

Caracteriza-te como jogador….
Sinto-me um jogador com pontos fortes e fracos como qualquer um. A minha evolução como jogador e a minha forma de jogar foi no sentido de ajudar a equipa, ou seja, trabalhar para o colectivo. Adoro pensar o jogo ofensiva e defensivamente, alterar entre o jogo interior, entre linhas e a profundidade, jogar a dois/três toques com grande mobilidade e “alguma velocidade”, entendo-me muito bem a este nível táctico com alguns colegas. Em tempos fui finalizador, agora mais organizador. Dentro do campo sou muito intempestivo, especialmente nos treinos, nos jogos a concentração sobrepõe-se a tudo. Em termos físicos, preciso de estar acima dos 85% para me sentir em condições de cumprir dentro do campo, a intensidade do jogo é muito elevada, caso contrário não rendo.

Sendo tu um jogador com muitos anos de Académica como tens visto a evolução da modalidade dentro do clube…
Quando eu comecei a praticar futsal, na altura futebol de 5, era eu júnior e ainda não havia campeonato na Associação de Futebol de Coimbra, tivemos que entrar no campeonato em Leiria e a fase final realizava-se num dia. Agora temos uma 1ª,2ª e 3ª Divisão com várias séries, Distritais, Taça de Portugal, UEFA CUP. O Futsal foi a modalidade que mais evoluiu nos últimos anos em Portugal. Na Académica o processo tem sido lento, mas penso que agora estamos no bom caminho, as condições de trabalho melhoraram bastante, já temos o Pavilhão quase só para nós e finalmente o equipamento de treino. Os escalões de formação são fundamentais para a continuidade e projecção da modalidade, chegar a uma equipa sénior já com os princípios de jogo assimilados é fantástico e tem-se postado neste sentido. Tornamo-nos uma equipa com personalidade, temos um modelo de jogo, mas podemos ter mais do que um, a complexidade do jogo é cada vez maior, temos de acompanhar esta evolução que não pára, podemos ir muito longe.

Que conselhos julgas puder dar a quem se inicia agora na prática de futsal…
Depende da idade de iniciação,…mas posso transmitir que o Futsal é um jogo de paciência para jogadores inteligentes. Inicialmente desenvolvam a vossa capacidade técnica, exercitem os dois pés, estimulem a criatividade, mas coloquem sempre a equipa em primeiro plano. Em termos tácticos, é fundamental a concentração neste processo do treino, pois é aqui que vão construir todas as aplicações para a situação de jogo e é aqui que nem sempre o jogador faz o transfere…

Como viveste a época de 2004/2005?
Foi uma época em grande, excelente grupo, objectivo de subida à 1ª Divisão quase alcançado. Em termos colectivos tínhamos uma equipa com muito valor que se deveria ter mantido, um misto de experiência e irreverência, mas com muita qualidade, como este ano. Em termos individuais a época correu-me bem, até ao momento em que tive de parar por uma lesão, quase no final da época. Infelizmente quando voltei não estava bem fisicamente. Tivemos muito perto de alcançar o escalão máximo do futsal nacional, teria sido fantástico voltar a jogar na 1ª Divisão, mas com o rendimento da equipa abaixo do normal, falta de sorte e arbitragens comprometedoras, não atingimos o nosso sonho.

Tens estado ausente dos jogos este ano, queres explicar porquê?
Pois essa é uma situação que me deixa cada vez mais em baixo, pois a lesão que tive no final do ano passado, prolonga-se para este ano. E após várias tentativas de recuperação, a dor e o desconforto persistem na hora de jogar, e quando algo desta natureza acontece temos mesmo que parar e tentar perceber o porquê de se tornar desconfortável e até insuportável praticar futsal. Após vários diagnósticos e prognósticos, além da realização de exames, chegou-se à conclusão que se tratava de uma alteração estrutural a nível esquelético, com consequentemente alteração funcional a nível musculo-esquelético, alterando toda a fisiologia da articulação coxo-femural direita (desculpem os termos mas é mesmo assim). O pior é quando esta situação de desconforto se transpõe para o nosso dia a dia, e eu enquanto profissional do exercício físico e não profissional de futsal, tive que fazer um exame de consciência, e faço-o todos os dias com grande mágoa e emoção, de modo a julgar qual seria a melhor situação para mim. Parar e recuperar a lesão que se arrastava há muitos anos.

Como tens visto a nossa participação este ano?
Adaptação à zona Sul não foi fácil, pratica-se um futsal muito meticuloso. É preciso alterar a nossa forma de jogar, e com saída de muitos jogadores e a entrada de outros, assistimos a uma fase de adaptação. Na minha opinião julgo que poderíamos ter feito muito melhor, e vamos fazê-lo na próxima época, temos valor para muito mais. Não há justificação para tantos golos sofridos, pois trabalha-se muito em termos defensivos e temos jogadores com muita experiência, será mérito do adversário? desconcentração na organização defensiva? Ao nível ofensivo, com as equipas do Sul a fecharem-se muito no seu meio campo defensivo, por vezes não temos a paciência necessária para a construção do jogo ofensivo. Temos limitado o nosso sistema de jogo muito ao 3:1 e temos capacidade para variar no 2:2 e o 4:0. Não podemos perder tantos jogos em casa e é preciso maior união no grupo. Não se pode errar neste campeonato.

Avalia o potencial do nosso plantel...
Alguns jogadores muito jovens no inicio do seu percurso na equipa sénior, com irreverência e imaturidade, mas com enorme margem de progressão. Outros com a experiência necessária e uma cultura táctica acima da média, mas todos com muito valor, caso contrário não estariam neste plantel. Sente-se que os atletas da formação vão dar continuidade ao projecto.

Um jogador que admires… Porquê?
João Filipe… já o conheço acerca de dez anos, desde que eu era júnior na académica, trata-se de um jogador muito completo, elevada capacidade técnica, excelente cultura táctica. Excelente colega de equipa. Tem uma enorme carga genética para a prática da modalidade, velocidade, agilidade e grande capacidade anaeróbia. Além disso nunca o vi com uma lesão, está sempre bem fisicamente, ao contrário do que tem acontecido comigo. Fico feliz por ele. Abraço para ele.

Objectivos futuros….
No futsal gostava de me sentir bem para poder voltar a jogar sem dor, estou a trabalhar nesse sentido. Tenho andado afastado dos treinos, pois não é fácil estar ali sem poder treinar.
A nível profissional, com uma licenciatura na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, actuando como Professor de Educação Física e Personal Trainer, o meu próximo passo será um Mestrado em Exercício e Saúde. E ainda tenho a minha empresa arrancar para o próximo mês, que desde já passo a publicidade, HOMEFIT CLUB, que promove a prática do exercício físico, e não só, ao domicílio.

Melhor momento como praticante de futsal….
Não é fácil identificar o melhor momento, no entanto, é assim, em termos colectivos os títulos conquistados são sempre os melhores momentos alcançados. A nível individual, ainda como jogador dos juniores, nunca mais me esqueço do 1º golo que faço na equipa sénior, na altura a jogar na 1ª Divisão, frente ao Miramar, que era o campeão nacional. Foi um momento muito especial, estávamos finalmente em vantagem frente a uma equipa de topo, por 1-0, nem queríamos acreditar, eu nem consegui festejar o golo, os meus colegas abraçaram-me, ficamos eufóricos. No entanto, logo a seguir um dos piores momentos…

Pior momento…
Pois é neste mesmo jogo, mas já na segunda parte, ainda a vencer por 1-0, “ …numa jogada de envolvimento colectivo, João Filipe, com um passe longo coloca a bola em Paulito, que descaído para o lado direito do ataque coloca de primeira a bola à entrada da área, quem é que aparece, cheio de medo do guarda-redes, Bruno Benedito, que de cabeça atira ao poste, seria o 2-0, matávamos o jogo, no contra-ataque o Miramar faz o 1-1, e acaba por ganhar o jogo por 1-2”,…não dormi nessa noite.

Uma palavra para os teus companheiros da AAC….
Nos treinos comam-se, mas nos jogos unam-se. Força pessoal, vocês são capazes.

Uma palavra para a equipa técnica….
Parabéns por todo o trabalho desenvolvido até ao momento. Não é fácil gerir um grupo, com tanta qualidade e com personalidades tão diferentes. Sem vocês não estaríamos onde estamos.

Uma mensagem para os visitantes deste blog….
Mantenham-se sempre ligados ao futsal pois é uma modalidade apaixonante. E uma palavra a ti também: parabéns pelo teu blog, força para a tua carreira, ainda tens muito para dar, mantém os níveis de confiança elevados.
Obrigada pela oportunidade.

B.I.
Nome:
Bruno Jorge Santos Benedito da Silva
Data de Nascimento: 25-05-1978
Equipas: AAC e Real da Conchada
Títulos: Bi-Campeão Distrital de Juniores, Campeão Nacional da 2ª Divisão, Campeão Nacional da 3ª Divisão.
Treinadores: Miguel Tente, Carlos Bem Haja, César Minas, Pedro Maria, Nuno Ponce Leão, Nuno Pinto e Francisco Batista.

Friday, April 14, 2006

Entrevista a Mourão


Um dos reforços do "mercado de inverno" traça a sua meta pessoal

"Singrar na modalidade"


O que representava para ti jogar no Sporting Pombal (Instituto)?
Foi um marco muito importante na minha vida pessoal e profissional, visto ser um clube de 1.ª Divisão e isso é muito significativo. Sinto que naquela instituição cresci a todos os níveis, tanto a nível pessoal como profissional.

Caracteriza-te como jogador…
Creio que não seja a melhor pessoa para responder a esta questão mas do meu ponto de vista, sou um jogador colectivo que, apesar de não ser um jogador que resolva, ajudo em prol da equipa.

Queres contar quais as razões da tua saída do Pombal?
O facto de ter saído do Pombal foi tanto a nível académico, visto estar no meu 3.º ano de faculdade e acarretar mais empenho e a nível futsalístico, já que um jogador quer sempre jogar mais.

Quais as principais diferenças que encontraste na chegada ao nosso clube?
A massa adepta. Causou um imenso impacto foi num jogo em casa em que os adeptos apareceram em massa e manifestaram todo o seu apoio pela Académica. Indescritível.

Qual a maior dificuldade que encontraste?
Não creio que tenha tido alguma dificuldade, muito por culpa de, no plantel, ter já pessoal conhecido.

Como foste recebido?
Muito bem. Com este grupo de trabalho quem não se adapta.

Como avalias o nosso plantel?
Muito equilibrado e o que me surpreende mais é o facto de ser um plantel muito jovem.

Como tens visto a participação da nossa equipa?
Tendo em conta que o objectivo era a subida, a participação não é a melhor, de certeza.

Sentes que podemos fazer melhor?
Claro que sim, sem dúvida alguma…

Um jogador que admires… Porquê?
Bibi… É um jogador disciplinado e evoluído tacticamente, aguenta 40 minutos ao mais alto nível, remata bem, faz golos… o que se pode querer mais.

Objectivos futuros no futsal….
Singrar na modalidade.

Melhor momento na tua carreira desportiva…
O golo que marquei em casa frente ao Benfica, no ano passado.

Pior momento…
No play-off, do ano passado, no 2.º jogo frente à Fundação Jorge Antunes, podíamos ter ganho mas o factor sorte não teve do nosso lado.

Uma palavra para os teus colegas da AAC…
Continuem…

Uma palavra para a equipa técnica….
Respeito…

Uma palavra para os visitantes deste blog….
Fantásticos


BI:
Nome:
João Carlos Santos Dias Mourão
Data de Nascimento: 30/10/85
Equipas: Instituto D. João V/Sporting Pombal e Académica
Títulos: Tricampeão distrital da AF Leiria e 2 taças distritais.
Treinadores: Vítor Coelho e Framcisco Baptista.

Thursday, April 06, 2006

Entrevista a João Manuel

João Manuel e o empréstimo ao S. João
“O mais importante foi ter recuperado a alegria de jogar”

O que representa a AAC para ti?
A AAC é o clube do qual aprendi a gostar desde cedo, sempre sonhei em vestir a camisola da briosa e aos 14 anos concretizei esse sonho. Jogue onde jogar até ao final da carreira a Académica estará sempre no meu coração.

Caracteriza-te como guarda-redes….
Costumo deixar essa opinião para as outras pessoas mas para ti (André Matos) como sempre me apoiaste nos momentos difíceis aqui vai a minha opinião. Considero-me um guarda-redes moderno, bom entre os postes, razoável fora deles, bom nos passes com as mãos e a melhorar, a cada dia que passa, o jogo de pés. Tenho muito para aprender e para evoluir, mas para isso não basta treinar bem, jogar regularmente é fundamental.

Classifica a tua participação no campeonato do Mundo Universitário….
Melhor não poderia ter sido. Só o facto de ter garantido a minha ida a Palma de Maiorca foi uma vitória (de 4 guarda-redes apenas foram dois). Depois aproveitei a oportunidade que me foi dada e agarrei o lugar. Foi um sonho tornado realidade e que quero repetir este ano na Polónia, até porque é o meu último ano como Universitário.

Como encaraste o empréstimo ao São João?
Com muito optimismo, vontade de voltar aos pavilhões e ajudar o São João. Após duas épocas muito difíceis na Académica, tive uma infelicidade que me fez estar parado 7 meses. Ao regressar precisava de jogar e voltar a ter alegria dentro do campo, assim sendo, a minha saída da Académica tornou-se inevitável e a melhor solução.

Sentiste de alguma forma injustiça no teu empréstimo? Porquê?
No meu empréstimo não, até porque eu próprio já o tinha solicitado aos directores. Senti injustiça sim quando treinava 4 vezes por semana e depois não era utilizado durante longos períodos. Sei que a posição de guarda-redes é ingrata mas houve alturas em que merecia jogar e acabei por ser sempre a 2ª opção, mas como a palavra desistir não faz parte do meu dicionário, ainda hoje contínuo a lutar e trabalhar para recuperar um lugar que já foi meu, onde mereço e tenho valor para estar.

Como foi a tua recepção em Pé de Cão?
A melhor possível. As diferenças da Académica são muitas, umas para melhor e outras para pior, mas no geral estou a adorar a experiência. Todos, desde jogadores até aos adeptos, receberam-me de braços abertos desde o primeiro dia e perceberam que estava ali de alma e coração para ajudar o São João atingir os seus objectivos.

Estando agora a jogar com maior regularidade, sentes que tens evoluído?
Este ano devido a estar no último ano do curso não tenho treinado com a regularidade que sempre me caracterizou, no entanto a minha evolução tem sido progressiva e os momentos bons têm sido em maior número que os maus, aliás como os da equipa. O mais importante foi ter recuperado a alegria de jogar, de festejar as vitórias e amuar com as derrotas, isso não se consegue nos treinos.

Como viveste a época de 2004/2005?
Foi um ano com altos e baixos e que infelizmente terminou da pior maneira, quer para a Académica, quer para mim. A meio do mês de Abril sofri um acidente - fracturei quatro costelas - e a minha época terminou ali, para a Académica o grande objectivo da subida de divisão morreu na penúltima jornada. Não esqueço e aproveito para agradecer a todos o apoio que me deram no momento mais difícil da minha vida.

Sendo um jogador com muitos anos de Académica como tens visto a evolução desta modalidade na AAC?
Parece que finalmente o Futsal começa a ser apoiado pela direcção e isso foi o que faltou ao longo dos anos que passei na Académica. Não estou a exagerar se disser que paguei durante muitos anos para jogar futsal e só mesmo quem gosta muito do clube e da modalidade é que conseguiu resistir às dificuldades que sempre foram impostas dentro do próprio clube. Agora que tudo está melhor penso que existem todas as condições para chegar à 1ªdivisão.

Como tens visto a participação da nossa equipa este ano?
Do que me apercebi à distância, penso que a mudança de série foi bastante prejudicial mas não foi o único factor responsável pela época menos positiva. As alterações no plantel, as lesões e algum azar também ajudam a explicar algumas derrotas, especialmente em Coimbra, que foram os jogos a que assisti.

Sei que tens boa relação com o Gouveia, André Sousa e João Bernardes. Queres deixar uma palavra para eles?
Gouveia - Nunca conheci ninguém tão confiante e seguro de si (até exagera às vezes) mas foi bom trabalhar com ele, aprendi algumas coisas, desaprendi outras mas é um bom colega de equipa e bom guarda-redes.
André Sousa - Chateio-lhe a cabeça nos treinos mas ele sabe que tenho razão e que é para o bem dele, tem tudo para ir longe no futsal, basta ter humildade e trabalhar sempre nos limites.
João Bernardes - É um miúdo impecável, quem o viu quando chegou à Académica e quem o vê actualmente. Evoluiu dia após dia, nunca virou a cara à luta e aproveitou a minha experiência e a do Gouveia para se tornar num guarda-redes com muito futuro.

Melhor momento….
Enumerar um momento como melhor seria muito difícil, porque já vivi grandes momentos que me fazem amar esta modalidade. A subida de divisão pela Académica, o 5º lugar no Campeonato do Mundo Universitário em 2004 ou a taça distrital de Juvenis foram dos momentos mais inesquecíveis.

Pior momento….
A descida à 3ª divisão em 2002/2003, na minha época de estreia como sénior, foi um dos piores, numa época em que tudo correu mal à equipa. Nunca ter conquistado o campeonato distrital nas camadas jovens é outra das situações pela qual guardo uma grande tristeza.

Algum jogador que admires na modalidade?
João Benedito por motivos óbvios. É fantástico em campo.

Objectivos para a próxima época?
O grande objectivo passa por estar presente no Mundial Universitário. Regressar à Académica é também um objectivo, mas depende de muita coisa que ainda não posso prever.

Uma palavra para o grupo de trabalho da AAC?
Nunca deixem de apoiar o colega que está dentro do campo, porque o sucesso dele é o vosso sucesso.

Uma palavra para a equipa técnica da AAC?
Muito me têm ajudado, quer no futsal quer no curso de Educação Física, a eles um muito obrigado.

Uma palavra para os visitantes deste blog?
Aproveitem os blogs para promover a modalidade, discutir ideias e não para criticas e discussões inúteis.

BI
Nome:
João Manuel Carvalho Simões
Data de Nascimento: 19 de Junho de 1983
Treinadores: Nuno Ponce Leão, Jesus, Nuno Pinto e Francisco Baptista.
Palmarés: Taça Distrital de Juvenis, Subida à 2.ª divisão em 2003/2004 e 5.º lugar no Mundial Universitário.