Os amigos do André

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Thursday, November 30, 2006

Entrevista a Pedro Ferrão

Pedro Ferrão é o nosso novo colega
Académica é o clube do meu coração
O que representa a AAC para ti?
R: Não é muito difícil de explicar o que representa a AAC para mim. A maior parte de vocês chega ao fim de semana e fica “cega” para ver o Benfica, o Porto ou o Sporting jogar, eu sinto o mesmo…mas pela Académica. Sempre foi e sempre será assim. É o meu único clube e graças a Deus que assim é!

Caracteriza-te como guarda-redes. Pontos fortes e pontos fracos.
R: Não é uma questão muito simples de responder, mas penso que não sou um guarda-redes com nenhum ponto forte em especial. Sinto é que ainda tenho muito para aprender e não é vergonha nenhuma aprender aos 25 anos…Como ponto fraco sem dúvida alguma os meus pés, têm dias que são uma coisa perfeitamente assustadora! Mas também estão disponíveis para ser trabalhados…

Como se proporcionou a tua entrada na modalidade?
R: Depois de um torneio de verão que me correu muito bem recebi o convite de um director da AAC para vir fazer a pré-época com o César Minas, as coisas correram bem e fiquei no plantel.

Nestes anos que representaste o Cernache como avalias a tua performance?
R: Foram anos completamente distintos. A minha primeira época em Cernache foi de aprendizagem. Ganhei alguma rotina de jogo e consegui corrigir muitos erros que só conseguimos corrigir a jogar. Mas foi sobretudo uma época de aprendizagem. No segundo ano trabalhei imenso, penso que foi o ano que mais evoluí…lembro-me de ir para os treinos uma hora antes para começar a trabalhar com o Tente. Infelizmente as coisas não nos correram bem e acabámos por descer aos Distritais. O ano passado as coisas foram diferentes, aliado ao constante trabalho veio finalmente o sucesso desportivo. A distrital era uma realidade nova para quase todos e a adaptação não foi fácil, mas no final conseguimos os nossos objectivos e houve festa na Regibó!

Queres deixar algumas palavras para os colegas que deixas no Cernache?
R: No Cernache não “deixo” ninguém, principalmente porque não me vou desligar nunca dos amigos que por lá tenho. As palavras digo-as a eles no contacto diário que mantenho com todos.

Onde achas que pode chegar o Cernache esta temporada?
R: Este campeonato do Cernache é extremamente competitivo, há plantéis muito fortes. As equipas do topo da tabela têm todas grupos de trabalho de 2ª Divisão e são muito bem trabalhadas. O Cernache não pode pensar em mais nada que não seja a manutenção, tem qualidade para a conseguir sem dúvida nenhuma, é necessário é continuar a trabalhar! Vamos Cernache…

O que te custa mais deixar em Cernache?
R: Não queria estar a individualizar nada porque me custou muito sair de Cernache…mas neste caso vai ter que ser: o Sr. Manel Palrilha…simplesmente FANTÁSTICO! Este Senhor merecia uma estátua em Cernache, outra em Coimbra e outra ainda no Eira Pedrinha! Mas vou ter saudades de tudo…enfim, as visitas terão que ser regulares para matar as saudades!

O que te motivou mais a regressar à AAC?
R: Sem dúvida alguma, porque a Académica é o clube do meu coração, se fosse para outro clube qualquer não teria saído de Cernache. Depois o facto de vir jogar para uma 2ª Divisão, a oportunidade de vir para um patamar acima. Como estou a terminar o meu curso não teria muitas mais oportunidades de o fazer e portanto esta era a ideal. Já conhecia quase o grupo todo e como tal a questão da adaptação seria fácil.

Como tens visto a participação da Académica este ano?
R: Consegui ver o primeiro jogo do campeonato neste último fim-de-semana…como é que andamos nestes lugares?! A atitude da equipa foi irrepreensível, demonstrou uma vontade e uma raça dentro de campo que dificilmente podem ser batidas e depois…qualidade, muita qualidade! Mas ainda há muito campeonato pela frente, muitos pontos em disputa e muito trabalho! Vamos Académica…

Uma vez que já representaste a AAC encontraste alguma diferença entre o passado e o presente da Briosa?
R: Se fosse responder a esta pergunta estavas feito…ficavas sem espaço no blog! É uma coisa assustadora a evolução que esta secção teve! Muito bem organizada, todas as pessoas sabem quais são as suas tarefas dentro do clube, sem dúvida alguma que há aqui muito trabalho. Já nem me refiro à questão dos equipamentos para treinar e dos equipamentos de jogo, porque para mim as camisolas até podiam estar todas rotas, cheias de buracos…desde que tenha aquele emblema…é a MELHOR CAMISOLA DO MUNDO!

Como foste recebido pelo grupo?
R: Como estava à espera: uma excelente recepção. Mas também é como já te disse na outra questão, já conhecia a maior parte do grupo e sabia perfeitamente como funcionava, a adaptação foi extremamente simples. Aliás, não só o grupo me recebeu muito bem como toda a restante estrutura da secção, têm sido todos exemplares comigo! Só o Moreira é que por vezes tem sido um bocadinho rude…

Como avalias a concorrência?
R: Ricardo Furtado: É a primeira vez que estou a trabalhar com o Ricardo, é um dos guarda-redes com mais historial no futsal da AAC. É sem dúvida alguma uma concorrência de grande nível, um guarda-redes com muita experiência e com quem espero aprender bastante.

André Sousa: Já lhe disse isto várias vezes, para mim ele é o MELHOR guarda-redes português…mas sem qualquer tipo de dúvidas! E ainda tem tanto pela frente…Aprendo imenso com ele só de o ver defender, é extremamente motivador trabalhar com um guarda-redes como ele. É do tamanho do Mundo…acho que não preciso de dizer mais nada sobre esta figura.

O que esperas alcançar na AAC?
R: Para já os 3 pontos contra a UTAD no Sábado e depois mais 3 na Mocidade contra os amigos do Zé Rui. E por aí em diante…

Quais os teus objectivos na modalidade?
R: Não tenho nenhum objectivo fixo para atingir na modalidade, neste momento passa basicamente por trabalhar para ajudar a AAC a atingir os objectivos a que se propôs no início da época. Como é o meu último ano como Universitário também tenho um desejo enorme de revalidar o título que conquistámos o ano passado e apanhar o avião para a Eslovénia!

Um jogador com quem tenhas gostado particularmente de jogar…
R: Com o Sá!

Algum jogador que admires? Porquê?
R: O Paulo Alves sem duvida alguma. Porque tem 40 anos e joga com a alegria de uma criança de 15…é tremendamente fascinante ver o Paulo jogar. Um grande abraço para ele!

O teu melhor momento na modalidade?
R: Têm que ser dois: A conquista da LUF na época passada e a consequente participação no campeonato europeu na Sérvia e a conquista da Divisão de Honra pelo Cernache também na época passada.

O pior momento na modalidade…
R: O Arnal-Cernache em que perdemos 5-3 e nos atirou para os Distritais, sem dúvida alguma… A tristeza que senti no fim desse jogo é uma coisa indescritível, ainda tenho a imagem do Leonel a chorar encostado à parede do pavilhão. Lembro-me que fui o último a ir para o balneário, quis ficar até ao fim para absorver tudo, assim fiquei a saber que nunca mais vou querer passar pelo mesmo! Também passei muito mal quando rebentou um pneu na Auto-Estrada este ano no regresso da Oliveirense, foi um momento especialmente marcante…saudades pneu!

Uma palavra para o grupo de trabalho da AAC…
R: Acabem com o “estás-te a armar” por amor de Deus…

Uma palavra para mim…
R: A ti só tenho que agradecer a forma fantástica como me recebeste e esta entrevista. Continua com este trabalho que é sem dúvida uma grande mais-valia para o futsal de Coimbra. Também te queria pedir que não emprestasses mais os comandos da PS ao teu irmão…o rapaz anda a ficar sem moral nenhuma!

Nome: Pedro Jorge Novais Ferrão
Data de Nascimento: 31-07-1981
Clubes: AAC, UDR Cernache e AAC
Treinadores: César Minas, Nuno Ponce Leão, Nuno Pinto e Sol, Francisco Batista, Miguel Tente e Pedro Bastos.
Títulos: Campeão da Divisão de Honra da AFC e Campeão Nacional Universitário.