Os amigos do André

Conheça um pouco mais sobre eles...

Saturday, December 09, 2006

Entrevista a David Mateus

"Sou viciado por esta modalidade"

O que representa a AAC para ti?
A AAC é para mim que não sou de Coimbra um símbolo de toda a região e mesmo do país, um nome com uma tradição enorme e um prestígio de louvar. Quando entrei neste universo apercebi-me que a AAC que tão bem conhecia é afinal bem mais que isto, agora dentro deste clube posso dizer que a AAC representa uma família onde tenho grandes amigos e onde me sinto bem, é um orgulho poder ter aquele símbolo ao peito.

Caracteriza te como jogador. Pontos fortes e pontos fracos.
Considero-me um jogador que gosta de jogar para a equipa e que gosta de pegar no jogo mas penso que sou pouco eficaz e ainda me falta muito trabalho táctico...tenho 19 anos e quero evoluir o máximo nesta equipa.

Como se proporcionou a tua entrada na modalidade?
Eu sou natural de Oleiros, distrito de Castelo Branco e em 1999 o clube local (A.R.C.O.) fez equipa de iniciados de futsal na qual eu entrei desde logo porque era a única na região. Desde aí que pratico futsal, posso dizer que sou viciado por esta modalidade.

Como surgiu a tua vinda para a AAC?
O meu irmão veio para a faculdade para Coimbra e eu aproveitei esse facto e vim fazer o secundário para Coimbra, fui a um treino então com o mister Petetim e fiquei logo na equipa de juvenis.

No ano passado foste campeão nacional de juniores, como descreves esse acontecimento?
Foi sem dúvida o momento mais marcante desde que pratico futsal, conquistar aquele título foi simplesmente fantástico, foram três anos bastante perto e na última oportunidade que tive ao nível de camadas jovens conseguimos fazer história tanto para o clube como para a região, jamais esquecerei aquele dia.

Era algo que esperavas no início da competição?
Tenho que admitir que sempre acreditei que fosse possível, sabia que as equipas que normalmente lutavam connosco estavam mais fracas devido à subida de jogadores para os seniores e depois com muito trabalho foi possível concretizar este sonho.

Depois dessa conquista como encaraste a subida ao plantel principal?
Encarei de uma forma muito normal dado que já treinava com eles, estava ambientado e foi o fruto do trabalho que fiz nas camadas jovens e é para mim um prazer poder jogar com jogadores como os que o plantel da AAC tem.

Como tem corrido a tua adaptação ao escalão sénior?
O primeiro ano de sénior é sempre complicado, é uma diferença enorme mas penso que me tenho integrado bem, tenho sorte nos colegas que tenho que me ensinam muito e com eles quero aprender cada vez mais.

Maiores dificuldades encontradas este ano?
Não posso falar que tenha encontrado dificuldades, até agora as coisas têm corrido bem apesar dos resultados mas estou convicto que isso vai mudar.

Como tens visto a participação da Briosa neste campeonato?
Sinceramente fico desiludido pela nossa classificação porque ao ver tanta gente com tanta qualidade custa muito estar onde estamos mas também me sinto orgulhoso porque sei que esta equipa vai lutar e vai derrubar todas as adversidades que temos encontrado, somos uma equipa muito nova e acredito que em pouco tempo estaremos muito fortes, as coisas vão aparecer, tenho a certeza.

Como prevês o resto do campeonato da AAC?
Como disse anteriormente acredito que tudo será ultrapassado, as vitórias vão aparecer com naturalidade e vamos acabar da melhor forma, temos uma grande equipa, um grande balneário e vamos superar tudo isto.

O que é que se pode esperar de ti…
Acima de tudo muito trabalho e empenho, estou aqui para defender este clube e tudo farei para que consigamos ter um campeonato tranquilo, quero o melhor da AAC e eu estarei sempre ás ordens do treinador para jogar e quando não estiver em campo lá estarei a apoiar a nossa equipa.

Quais os teus objectivos na modalidade…
Gostava muito de subir à 1ª divisão, não escondo isto e acho perfeitamente normal pensar assim, acredito que em poucos anos teremos condições para isso. De resto espero evoluir o máximo, são os únicos objectivos que tenho.

Alguém que admires neste desporto…
Sou um grande admirador do Pedro Costa, para mim é o melhor jogador português, é simplesmente fantástico e demonstra ser uma pessoa muito humilde.

Algum jogador com quem tenhas jogado que queiras destacar? Porquê?
Não posso deixar de falar no João Filipe, ele foi uma pessoa que me ajudou muito neste início de época, estava sempre a corrigir-me quando fazia algo de errado e era uma pessoa que admirava muito, um grande jogador do qual tive imensa pena de ver partir.

O teu melhor momento na modalidade…
Sem dúvida o título nacional de juniores na época passada.

O pior…
Os 2 meses que tive suspenso pela AFC que penso absurdos, foi uma decisão ridícula que me impediu de jogar as meias finas do nacional frente ao Sp. Pombal em 2005.

Uma palavra para o grupo de trabalho…
Este grupo é fantástico e muito unido, temos um excelente balneário. Malta este ano ainda vamos mostrar o que realmente valemos

Uma palavra para a equipa técnica…
Praticamente tudo o que sei hoje no futsal devo-o a esta equipa técnica que ao longo dos anos me tornaram melhor como jogador e como pessoa, são pessoas em quem podemos confiar e nas quais tenho um prazer enorme de trabalhar diariamente, obrigado a todos e espero que continuem por muitos anos.

Uma palavra para os visitantes deste blog…
Espero que continuem a visitar cada vez mais o blog porque é sempre bom divulgar esta modalidade que tanto gostamos e quando a informação e de qualidade como neste caso vale sempre a pena visitar.

Uma palavra para mim…
André agradeço imenso esta oportunidade que me dás, é um prazer jogar a teu lado, és uma grande referência para mim. O teu blog está fantástico e é óptimo dares esta oportunidade aos teus colegas. Tudo de bom para ti.

BI
Nome: David João Alves Mateus
Data de nascimento: 29/04/1987
Clubes: A.R.C. Oleiros e Académica
Títulos: Campeão distrital de iniciados 2000/2001 e 2001/2002 (A.R.C.O.), Campeão distrital de juvenis 2002/2003 (AAC), Campeão distrital de juniores 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006, Vencedor da taça AFC de juniores 2005/2006, Campeão nacional de juniores 2005/2006 e Campeão distrital de seniores 2004/2005 (Académica B)
Treinadores: Joaquim Gonçalves, Petetim, Arlindo Matos, Albano, Paula Rego, Rui Bernardes, Hugo Espírito Santo e Francisco Batista

Thursday, November 30, 2006

Entrevista a Pedro Ferrão

Pedro Ferrão é o nosso novo colega
Académica é o clube do meu coração
O que representa a AAC para ti?
R: Não é muito difícil de explicar o que representa a AAC para mim. A maior parte de vocês chega ao fim de semana e fica “cega” para ver o Benfica, o Porto ou o Sporting jogar, eu sinto o mesmo…mas pela Académica. Sempre foi e sempre será assim. É o meu único clube e graças a Deus que assim é!

Caracteriza-te como guarda-redes. Pontos fortes e pontos fracos.
R: Não é uma questão muito simples de responder, mas penso que não sou um guarda-redes com nenhum ponto forte em especial. Sinto é que ainda tenho muito para aprender e não é vergonha nenhuma aprender aos 25 anos…Como ponto fraco sem dúvida alguma os meus pés, têm dias que são uma coisa perfeitamente assustadora! Mas também estão disponíveis para ser trabalhados…

Como se proporcionou a tua entrada na modalidade?
R: Depois de um torneio de verão que me correu muito bem recebi o convite de um director da AAC para vir fazer a pré-época com o César Minas, as coisas correram bem e fiquei no plantel.

Nestes anos que representaste o Cernache como avalias a tua performance?
R: Foram anos completamente distintos. A minha primeira época em Cernache foi de aprendizagem. Ganhei alguma rotina de jogo e consegui corrigir muitos erros que só conseguimos corrigir a jogar. Mas foi sobretudo uma época de aprendizagem. No segundo ano trabalhei imenso, penso que foi o ano que mais evoluí…lembro-me de ir para os treinos uma hora antes para começar a trabalhar com o Tente. Infelizmente as coisas não nos correram bem e acabámos por descer aos Distritais. O ano passado as coisas foram diferentes, aliado ao constante trabalho veio finalmente o sucesso desportivo. A distrital era uma realidade nova para quase todos e a adaptação não foi fácil, mas no final conseguimos os nossos objectivos e houve festa na Regibó!

Queres deixar algumas palavras para os colegas que deixas no Cernache?
R: No Cernache não “deixo” ninguém, principalmente porque não me vou desligar nunca dos amigos que por lá tenho. As palavras digo-as a eles no contacto diário que mantenho com todos.

Onde achas que pode chegar o Cernache esta temporada?
R: Este campeonato do Cernache é extremamente competitivo, há plantéis muito fortes. As equipas do topo da tabela têm todas grupos de trabalho de 2ª Divisão e são muito bem trabalhadas. O Cernache não pode pensar em mais nada que não seja a manutenção, tem qualidade para a conseguir sem dúvida nenhuma, é necessário é continuar a trabalhar! Vamos Cernache…

O que te custa mais deixar em Cernache?
R: Não queria estar a individualizar nada porque me custou muito sair de Cernache…mas neste caso vai ter que ser: o Sr. Manel Palrilha…simplesmente FANTÁSTICO! Este Senhor merecia uma estátua em Cernache, outra em Coimbra e outra ainda no Eira Pedrinha! Mas vou ter saudades de tudo…enfim, as visitas terão que ser regulares para matar as saudades!

O que te motivou mais a regressar à AAC?
R: Sem dúvida alguma, porque a Académica é o clube do meu coração, se fosse para outro clube qualquer não teria saído de Cernache. Depois o facto de vir jogar para uma 2ª Divisão, a oportunidade de vir para um patamar acima. Como estou a terminar o meu curso não teria muitas mais oportunidades de o fazer e portanto esta era a ideal. Já conhecia quase o grupo todo e como tal a questão da adaptação seria fácil.

Como tens visto a participação da Académica este ano?
R: Consegui ver o primeiro jogo do campeonato neste último fim-de-semana…como é que andamos nestes lugares?! A atitude da equipa foi irrepreensível, demonstrou uma vontade e uma raça dentro de campo que dificilmente podem ser batidas e depois…qualidade, muita qualidade! Mas ainda há muito campeonato pela frente, muitos pontos em disputa e muito trabalho! Vamos Académica…

Uma vez que já representaste a AAC encontraste alguma diferença entre o passado e o presente da Briosa?
R: Se fosse responder a esta pergunta estavas feito…ficavas sem espaço no blog! É uma coisa assustadora a evolução que esta secção teve! Muito bem organizada, todas as pessoas sabem quais são as suas tarefas dentro do clube, sem dúvida alguma que há aqui muito trabalho. Já nem me refiro à questão dos equipamentos para treinar e dos equipamentos de jogo, porque para mim as camisolas até podiam estar todas rotas, cheias de buracos…desde que tenha aquele emblema…é a MELHOR CAMISOLA DO MUNDO!

Como foste recebido pelo grupo?
R: Como estava à espera: uma excelente recepção. Mas também é como já te disse na outra questão, já conhecia a maior parte do grupo e sabia perfeitamente como funcionava, a adaptação foi extremamente simples. Aliás, não só o grupo me recebeu muito bem como toda a restante estrutura da secção, têm sido todos exemplares comigo! Só o Moreira é que por vezes tem sido um bocadinho rude…

Como avalias a concorrência?
R: Ricardo Furtado: É a primeira vez que estou a trabalhar com o Ricardo, é um dos guarda-redes com mais historial no futsal da AAC. É sem dúvida alguma uma concorrência de grande nível, um guarda-redes com muita experiência e com quem espero aprender bastante.

André Sousa: Já lhe disse isto várias vezes, para mim ele é o MELHOR guarda-redes português…mas sem qualquer tipo de dúvidas! E ainda tem tanto pela frente…Aprendo imenso com ele só de o ver defender, é extremamente motivador trabalhar com um guarda-redes como ele. É do tamanho do Mundo…acho que não preciso de dizer mais nada sobre esta figura.

O que esperas alcançar na AAC?
R: Para já os 3 pontos contra a UTAD no Sábado e depois mais 3 na Mocidade contra os amigos do Zé Rui. E por aí em diante…

Quais os teus objectivos na modalidade?
R: Não tenho nenhum objectivo fixo para atingir na modalidade, neste momento passa basicamente por trabalhar para ajudar a AAC a atingir os objectivos a que se propôs no início da época. Como é o meu último ano como Universitário também tenho um desejo enorme de revalidar o título que conquistámos o ano passado e apanhar o avião para a Eslovénia!

Um jogador com quem tenhas gostado particularmente de jogar…
R: Com o Sá!

Algum jogador que admires? Porquê?
R: O Paulo Alves sem duvida alguma. Porque tem 40 anos e joga com a alegria de uma criança de 15…é tremendamente fascinante ver o Paulo jogar. Um grande abraço para ele!

O teu melhor momento na modalidade?
R: Têm que ser dois: A conquista da LUF na época passada e a consequente participação no campeonato europeu na Sérvia e a conquista da Divisão de Honra pelo Cernache também na época passada.

O pior momento na modalidade…
R: O Arnal-Cernache em que perdemos 5-3 e nos atirou para os Distritais, sem dúvida alguma… A tristeza que senti no fim desse jogo é uma coisa indescritível, ainda tenho a imagem do Leonel a chorar encostado à parede do pavilhão. Lembro-me que fui o último a ir para o balneário, quis ficar até ao fim para absorver tudo, assim fiquei a saber que nunca mais vou querer passar pelo mesmo! Também passei muito mal quando rebentou um pneu na Auto-Estrada este ano no regresso da Oliveirense, foi um momento especialmente marcante…saudades pneu!

Uma palavra para o grupo de trabalho da AAC…
R: Acabem com o “estás-te a armar” por amor de Deus…

Uma palavra para mim…
R: A ti só tenho que agradecer a forma fantástica como me recebeste e esta entrevista. Continua com este trabalho que é sem dúvida uma grande mais-valia para o futsal de Coimbra. Também te queria pedir que não emprestasses mais os comandos da PS ao teu irmão…o rapaz anda a ficar sem moral nenhuma!

Nome: Pedro Jorge Novais Ferrão
Data de Nascimento: 31-07-1981
Clubes: AAC, UDR Cernache e AAC
Treinadores: César Minas, Nuno Ponce Leão, Nuno Pinto e Sol, Francisco Batista, Miguel Tente e Pedro Bastos.
Títulos: Campeão da Divisão de Honra da AFC e Campeão Nacional Universitário.

Friday, June 09, 2006

Entrevista a Zito

A adaptação ao Fundão
"Senti falta de muitas coisas a que estava habituado"
Caracteriza-te como jogador. Pontos fortes e pontos fracos.
Sou um jogador bastante rápido, bom tecnicamente, não cheio de grandes habilidades mas gosto de fazer as minhas graças e, acima de tudo, não gosto de virar a cara à luta. Sei que ainda tenho muito para aprender a nível táctico, mas ando cá para isso.

Como se proporcionou a tua entrada na modalidade?
Tudo começou numa brincadeira em Chelo. Acabei a época de juniores no União de Coimbra (futebol) e participei no torneio de Chelo e por lá fiquei. Decidi mudar de modalidade, pois algumas pessoas me disseram que podia chegar longe e acreditei!

Vindo do Chelo como foi a tua adaptação na AAC?
Antes de mais quero deixar uma palavra às pessoas do e de Chelo e agradecer-lhes do fundo do coração por tudo o que fizeram por mim, por todo o esforço e dedicação que dão àquele clube e pela luta que travam todos os dias para aquele clube se manter onde está! Deixei lá muitos amigos desejo-lhes o melhor do mundo! Mais uma vez um grande obrigado a todos por tudo!
A adaptação foi bastante fácil e a razão principal é aquele balneário excelente. Também já conhecia alguns jogadores e com o tempo tudo tomou o rumo certo e a prova disso foi a subida de divisão!

Como classificas a tua passagem pelo nosso clube?
Para mim foi muito positiva não só por todas aquelas alegrias que tive enquanto atleta da AAC mas por tudo o que aprendi lá e mais uma vez agradeço às pessoas que me deram força e me fizeram acreditar que tudo é possível quando se quer e quando se trabalha para tal!

Como viveste a subida de divisão em 2003/2004?
Logicamente com imensa alegria. Depois de um ano cheio de prestações fabulosas da equipa em que só não ficámos em primeiro lugar porque havia uma equipa que também era fabulosa e que mostrou ser mais regular que nós. Acho que merecia-mos a subida e que subida foi..lembro-me como se fosse hoje. O jogo em Setúbal foi de loucos..3 segundos do fim..10 metros para eles e grande Gouveia defende!! Espectáculo. Só quem lá estava connosco é que pode compreender do que estou a falar. Um espectáculo mesmo. O Batalha a chorar que nem um desalmado. Muito bom mesmo!!

O jogo do ano passado na Junqueira marcou-te de que forma?
O pior momento da minha vida desportiva foi sem dúvida esse! Depois de um ano com tanto esforço e dedicação de todos foi um grande balde de água fria! E hoje sei que podíamos ter feito muito melhor, mas tudo tem uma razão de ser e até as derrotas nos trazem coisas muito positivas! Há sempre coisas boas que se podem aproveitar e sabemos que os mesmos erros não se podem voltar a cometer e esperar por outras oportunidades para mostrar que aprendemos bem a lição e que valemos bem mais do que aquilo que dizem ou pensam que valemos!

Apareceu a proposta do Fundão. Quais os principais motivos para te mudares de Coimbra para o interior?
Acima de tudo pela experiência que nunca tinha tido de estar assim num clube longe de casa e conhecer novas pessoas e novas formas de estar! Até porque na época anterior já tinha havido interesse da parte do Fundão e recusei a proposta e como podia voltar a não tê-la resolvi aceitar e vim de corpo e alma!

Como foi a tua adaptação no Fundão?
Não te posso dizer que tenha sido fácil. Senti falta de muitas coisas a que estava habituado e parecendo que não foi uma grande mudança. Foram muitas coisas que mudaram em muito pouco tempo e foi difícil para mim! Mas já passou e agora quero é ser campeão nacional!

Como avalias a tua época no clube?
A nível pessoal e como qualquer outro jogador gostava de ter tido mais oportunidades e de ter jogado mais tempo. Os objectivos foram cumpridos e isso é o que interessa e toda a equipa está de parabéns! Além disso nunca me faltou nada e sempre se esforçaram para que tudo corresse da melhor maneira! Agora espero ser campeão no dia 18 e não tenho a menor dúvida que o vamos ser.

Como viste a participação da Briosa este ano?
Se o objectivo era a subida então algo não correu bem! Sei o potencial que a AAC tem e que poderiam ter feito muito melhor. Pelo que sei foram muitas caras novas e uma equipa muito jovem, mas com muito potencial e com o tempo espero que o demonstrem!

Saiu recentemente no jornal As Beiras a certeza da tua vinda para a AAC, queres explicar realmente como está a tua situação?
A minha situação está como sempre esteve nesta altura do campeonato “de corpo e alma” no clube que represento até ao fim do campeonato!
Não te vou negar que houve umas conversas, mas nada em concreto e muito menos com alguma decisão tomada. Até porque era uma falta de respeito para com o grupo de trabalho e com a direcção do clube em que jogo.

Objectivos futuros na modalidade?
O meu desejo não é mais do que o de qualquer outro jogador como eu, mas há que ter os pés bem assentes na terra e saber que não é fácil chegar ao topo e se um dia puder jogar na 1ª divisão espectáculo e se puder ser num grande clube nacional melhor ainda!

Alguém que admires.
Sem dúvida alguma que será a minha família por tudo o que têm feito por mim, pelo meu irmão e por todos..muitos sacrifícios..muitas lutas..eles sim merecem um lugar no céu!
Depois também dou muito valor àquelas pessoas que não têm nada na vida e que conseguem chegar ao mais alto nível onde as pessoas que têm tudo e mais alguma coisa nunca conseguem nem conseguirão chegar!!

Melhor momento na tua carreira desportiva.
Não tenho só um. Último ano de juniores no União de Coimbra (futebol) o golo da vitória que marquei contra a AAC foi o 1.º grande momento para mim. Depois veio a subida do Chelo à 3ª divisão e no ano seguinte a subida da AAC à 2ª divisão. Este ano a subida à 1ª divisão e o título de campeão da 2ª divisão vem a caminho!!!

Pior momento…
Sem dúvida o jogo no terreno do Junqueira no ano passado!!

Uma palavra para os teus amigos da AAC…
Nunca deixem de acreditar em vocês próprios, no trabalho que fazem diariamente e acima de tudo: não há impossíveis e que é sempre possível chegar ao topo. Um grande abraço

Uma palavra para os visitantes deste blog…
Visitem sempre, tentem divulgar, tentem melhorar e as ideias construtivas são sempre bem-vindas.

Uma palavra para mim...
Agradeço muito a entrevista. Agora espero um dia ter aquele camisola 7 na minha equipa para fazermos aquela que só nós dois é que sabemos… e que dá sempre!!
Grande abração e mais uma vez agradeço esta oportunidade

BI
Nome:
Carlos Manuel Alexandre Devesa (“Zito”)
Data de nascimento:
11/03/1983
Clubes: União de Coimbra, União Popular e Cultural de Chelo, Associação Académica de Coimbra e Associação Desportiva do Fundão
Treinadores: Benedito e Pedro Ilharco, Cortesão e Pedro Ilharco, Tó Ferreira, Francisco Batista e Arlindo Matos, José Luís e Joel Queirós.
Títulos: Campeão distrital juvenis,3 taças de encerramento nos juniores, subida Chelo à 3ª Divisão, subida AAC 2.ª divisão, subida fundão 1ª divisão e campeão nacional 2ª divisão(tá quase).

Monday, May 29, 2006

Entrevista a André Sousa


"O grupo é fantástico"

O que representa para ti a AAC?
A académica é o clube que represento, desde os 7 anos, ou seja, se tenho 20 e um deles foi jogado no Santa Clara, logo há 12 anos. Comecei por jogar futebol de 11 e aos 15 anos ingressei no futsal... em boa hora! Nestes 12 anos aprendi a gostar deste grande clube e hoje sinto um carinho e afecto muito grande por esta instituição

Caracteriza te como guarda-redes. Pontos fortes e fracos.
Penso que sou um g.r completo, não tenho um mau posicionamento na baliza (tanto dentro como fora dela). Como ponto mais forte acho que são os pés, sempre que jogo futebol com os meus amigos jogo na frente, pois vou exercitando... Como ponto mais fraco, é a colocação da bola na frente, falta-me força.

Pertencendo as camadas jovens do clube, como tens visto a evolução da modalidade dentro dele?
Grande evolução! Há uns anos não tínhamos campo para treinar e as bolas eram más e até algumas estavam furadas! Hoje as coisas estão diferentes, temos condições bestiais, coisa que há uns anos seria impensável! Temos pavilhão quase só para nós, bolas boas, até equipamento de treino temos...Fantástico! Para tudo isto é preciso destacar o enorme empenho dos dirigentes em dar-nos tudo o que precisamos. Um grande abraço para eles! Até sistema de som temos nos jogos, grande DJ Cordeiro!

Como tem sido a tua adaptação ao plantel sénior?
Muito fácil...O grupo é fantástico! Temos todo o tipo de pessoas, o tímido, o piadolas, o correcto, o mentiroso, ali há de tudo! Dou-me bem com toda a gente, é um grupo muito porreiro e unido, por isso, de muito fácil adaptação.

Esperavas ter tido tantas oportunidades como tens tido este ano?
Sabia que não iria ser um ano nada fácil, pois a Académica estava muito bem servida com 3 excelentes guarda-redes. Tinha a noção que qualquer oportunidade que tivesse teria de ser muito bem “agarrada”. A pré-época correu-me muito bem, tentos jogos como treinos e sabia que uma oportunidade podia aparecer, tive ainda a sorte de 2 guarda-redes estarem lesionados, por isso, não puderam fazer o início de época.
Não pude jogar o 1º jogo, pois estava suspenso, jogando assim o Gouveia... Mas a partir dai joguei eu até à 3º jornada, que me correu muito mal e sai. Até ao fim da 1ª volta não joguei mais. Já na 2ª volta tive nova oportunidade e as coisas até me correram bem, só que uma expulsão deitou tudo a perder. Desde então tenho vindo a trocar a titularidade com o Gouveia. Posso concluir que, não foi uma época nada má, se formos a ver sou 1º ano sénior e tenho muitos anos à minha frente!

Classifica os teus companheiros de posição.
João Bernardes
: Como treino com os seniores já há algum tempo tenho assistido à excelente evolução que ele fez... Quando chegou a Académica tinha algumas dificuldades e hoje está bem melhor e se continuar a trabalhar desta maneira pode chegar longe!
João Manuel: Tive bastante pena de não trabalhar com ele este ano! Tem uma estatura muito grande, por isso, a sua rapidez não é das melhores mas compensa essa dificuldade com o seu excelente posicionamento na baliza, coloca muito bem a bola na frente, podia-me ter ensinado muito.
Gouveia: Desta minha pequena carreira foi dos melhores guarda-redes com que trabalhei! Não só pelas suas excelentes capacidades mas também pela sua confiança antes de qualquer partida (só visto!). Aprendi imenso esta época à sua custa, além de um grande amigo que formei. Quero ainda dizer-lhe, já que vai terminar carreira, que tive enorme prazer e orgulho em partilhar a baliza da académica com ele, desejando-lhe ainda imensa sorte para a sua vida profissional. Um abraço amigo para ele.

Como tens visto a participação da nossa equipa este ano?
Se acreditarmos que o objectivo era a subida, concluímos logicamente que correu muito mal! Temos uma equipa muito jovem e esse objectivo era difícil de atingir. Penso que “funcionamos” por fases, umas boas outras más! Com outra experiência para o ano acho que podemos chegar mais longe, apesar de alguns jogadores importantes não estarem presentes! Temos de continuar a trabalhar, só assim se atingem os objectivos...

O ano passado quase chegaram à final de juniores. Como viveste esse momento?
Foi dos momentos mais tristes a nível futsalistico ao longo da minha carreira. Depois de termos ganho em nossa casa, 3-2, fomos a casa deles e um empate bastaria para chegar a final de juniores. Tudo estava a correr bem, estávamos a ganhar 3-1 a 1 minuto e 8 segundos do fim. A nossa equipa estava cansada e quando eles fizeram o 3-3 ficaram bastante moralizados e vieram com tudo para cima de nós conseguindo marcar mais 2 golos, ficando 5-3 no fim, ou seja, fomos eliminados! Foi muito frustrante e inacreditável a maneira cruel como perdemos, foi muito triste, passei dos piores dias da minha vida. Apesar da derrota penso que este jogo me fez crescer e ganhar maturidade enquanto jogador! A verdade é que são estes jogos que fazem da modalidade tão fantástica! Quem o viu que o diga...

Tens algum jogador que admires ver jogar?
Gosto muito do João Benedito, não só pelas suas capacidades enquanto guarda-redes, mas também pela sua postura dentro de campo, é um guarda-redes completo...é Fantástico!

O melhor momento na modalidade?

O melhor momento da modalidade foi, sem dúvida, a meia final de juvenis, disputada contra o Boavista. Tínhamos ganho na 1º mão em casa deles 5-3, num jogo brutal. E na 2º mão vieram a nossa casa com grande confiança, pois tinham uma equipa muito boa. No fim do prolongamento estava 8-6, ou seja, o jogo iria ser resolvido em penaltis! Estava 3-1 e, para ganhar, precisávamos de defender 3 penaltis e marcar outros 3... E assim foi....! No fim do jogo não queria acreditar, foi inacreditável, tínhamos conseguido o que muito poucas formações na Académica tinham conseguido: chegar à final do campeonato nacional de juvenis.

O pior momento?
André, infelizmente, vou ter de destacar 2 momentos... O tal jogo com o Instituto de que te falei e a inacreditável final de juvenis disputada contra o Sporting, de tal forma que em casa deles levámos 9-1... Uma MISÉRIA!

Objectivos futuros…
Para o ano gostava de continuar a jogar na Académica, para ganhar experiência e maturidade. E claro, como deves calcular, era um sonho meu deixar a Académica na 1ª divisão. Se vierem propostas, depois logo se vê, para já só penso na nossa grande BRIOSA!

Alguém que consideres fundamental na tua forma de jogar?
O treinador do clube onde estarei a jogar, neste caso o mr. Batista. Tento-me moldar à equipa pensada pelo treinador! Ele sabe o que é melhor para a equipa, eu respeito e tento obedecer, este sim é o homem que influência a minha maneira de jogar.

Uma palavra para a equipa técnica…
Adoro a equipa técnica...Começo por falar nosso Sr. Júlio, uma pessoa por quem tenho um enorme carinho, conheci-o este ano e já falamos como nos conhecessemos à muito tempo, para nem falar da paciência que ele têm para me aturar!
Dr. Cordeiro: tenho por ele uma grande amizade (apesar de ser portista). Conheci-o numa altura complicada (saída do treinador petetim), fiquei então a partir dai com má impressão do homem... Após isso, já lá vão 3 anos e meio, mudei completamente a ideia dele e hoje é uma pessoa que gosto muito! Adoro falar com ele depois dos jogos para fazermos um rescaldo, enquanto me leva a casa.
Mr. Batista: excelente treinador, já aprendi muito este ano à sua custa. È uma pessoa que tenho imenso respeito. Gosto muito de o ouvir falar e sempre que ele me diz qualquer coisa ouço com a máxima atenção para poder melhorar, sabe muito de futsal.
Prof. Hugo Espírito Santo: Foi o meu 1º treinador de guarda-redes que tive, e que treinador! É um excelente treinador e com ele já aprendi, em 4 anos, o que nunca tinha aprendido! Faltavam-me bases e estou a melhorar bastante graças a ele...Além de mais é também um grande amigo que tenho, adoro falar com ele!
Mr. Arlindo: Trabalho com ele à cerca de 4 anos, foi um treinador que me marcou bastante, sabe muito de futsal e durante esse tempo aprendi imenso. È também um grande amigo meu com quem adoro falar é a ele que me dirijo sempre que tenho um problema, ajuda-me a resolve-lo. André, gostava ainda de aproveitar esta oportunidade para lhe deixar uma palavra à sua saída: Por um lado foi com grande tristeza que recebi a notícia que o meu treinador preferido iria para o S. João, pois trabalho com ele há muito tempo, mas por outro fiquei bastante contente, pois sei que é um concretizar de um sonho, que diga-se de passagem, bem merece! Porém tenho a certeza, que vai aproveitar esta oportunidade com “unhas e dentes” e com tudo o que sabe e aprendeu só pode dar-se bem...Vai-lhe fazer bem. Grande sorte Arlindo e já sabes quando fores para o Benfica, eu vou contigo!

Uma palavra para o grupo de trabalho…
Malta, temos de continuar a trabalhar para conseguir chegar lá em cima, à 1ª divisão, uma realidade que está bem ao nosso alcance, temos de continuar com este espírito de grupo e a trabalhar muito e bem! VAMOS EQUIPA

Uma palavra para os visitantes deste blog…
Continuem a visitar este género de sites e aproveitem para deixar sugestões para a divulgação desta grande modalidade.

BI
Nome:
André Melo Bandeira de Almeida e Sousa
Data de Nascimento: 25 / 02 / 1986
Treinadores e títulos:
• 1º ano iniciado – Manel e Gonçalo Brandão (vice campeão distrital de ini.)
• 2ª ano iniciado – Paulo Sousa e Ricardo Santos (a que gostava de mandar um abraço)
• 1º juvenil –Mr. Petetim
• 2º juvenil – Mr. Petetim e Mr. Arlindo (campeão distrital e vice campeão nacional)
• 1º ano júnior – Mr. Arlindo (campeão distrital e meia-final do nacional de juniores)
• 2º ano de júnior – Mr. Arlindo e Mr. Albano (campeão distrital e meia-final do nacional de juniores)

André para já gostava de te agradecer esta entrevista foi com muito prazer que a fiz, queria agradecer também a ajuda que me deste para conseguir adaptar a todo o plantel. E desejar ainda a maior sorte para o resto da tua carreira e que tudo te corra como desejas e mereces. Um grande abraço do amigo André Sousa.

Thursday, May 11, 2006

Entrevista a Nuno Gouveia



Um guardião de excelência

“O banco de suplentes não é um papão”

O nome A.A.C. tem algum significado especial para ti?
Foi onde comecei a praticar desporto federado e é onde vou acabar. Sempre que recordar a minha juventude, 11/18 anos, a A.A.C. estará sempre presente. Está mesmo a ver-se o grande significado que a A.A.C. tem para mim.

Como se proporcionou a tua entrada na modalidade?
O início na modalidade foi no torneio da Mealhada, em futebol salão. O torneio até estava a correr bem e o Minas veio convidar-me para jogar no Real da Conchada. Aceitei e fui para o Real.

Como te caracterizas como guarda-redes?
Como guarda-redes não sou mais nem menos do que os outros. Tenho é o cuidado de quase sempre perceber como as equipas técnicas colocam as suas equipas em campo. Logo, tento trabalhar da melhor maneira para me adaptar aos esquemas defensivos que a equipa trabalha. É uma arma que eu tenho utilizado para ser a diferença na semana de trabalho e para poder estar em condições de ser a opção n.º 1 no fim-de-semana. A prova de que não sou mais nem menos do que os outros é a época em curso - 2005/2006 - na qual nunca consegui adaptar-me ao nosso esquema de jogo e sempre que eu jogo é o que se vê - “miséria”. Concluo que para obter esta boa característica (adaptação) preciso bastante que a equipa onde jogo esteja também a defender bem. Se tal não acontecer é muito complicado para mim resolver o que quer que seja.

Já representaste vários clubes. Algum que te tenha deixado marcas pela negativa ou positiva? Porquê?
A única referência que eu faço, pela negativa, é a “perda” da amizade de um colega no desporto, na época de 2004/2005.
Positiva: as amizades foram prevalecendo ano após ano, durante os 22 anos de desporto federado. E olha André, que foram bastantes (tu por exemplo). Respeito que eu sempre tive pelos associados das instituições que representei: directores, treinadores, colegas de posto, colegas de equipa e equipas adversárias. Além de ser a grande marca positiva é também o meu grande título: as amizades.

Nessa tua passagem por esses clubes, gostavas de agradecer a alguém?
A todos. Todas as pessoas com quem trabalhei foram fantásticas. É óbvio que umas marcam mais do que outras (sem ofensa para ninguém). Falo de 6 pessoas que ficam gravadas neste trabalho: Sr. Paulo Costa, porque foi o meu 1.º treinador e quem me aceitou na AAC em Agosto de 1984. Agradeço ao Sr. Paulo Costa em ter-me proporcionado viver a minha juventude ligada à grande instituição que é a AAC. Sr. Jacob: meu 1.º treinador de guarda-redes em Futsal. A postura de defesa que adquiri “má ou boa” é a ele que devo. Obrigada ao Sr. Jacob, foi um prazer tê-lo tido como treinador e tê-lo como amigo. Ao Sr. Presidente Alberto Marques, Miguel Tente e Sr. Manuel. Numa altura difícil da minha vida nunca me abandonaram. A única coisa que posso dizer a estas 3 pessoas é um muito obrigado pelo que fizeram. Continuem o vosso grande trabalho no Futsal. Sr. Baptista: pela grande amizade e respeito que temos um pelo outro. Na hora das vitórias, empates e derrotas nunca deixou de mostrar a sua personalidade vincada e muito forte. Adorei ter trabalhado com o Sr. Baptista e jamais irei esquecê-lo. Sem dúvida que, de todas as pessoas com que trabalhei, é aquela que mais me marcou. Um grande abraço ao senhor e continue com a rapaziada o grande trabalho que tem desenvolvido. Muito obrigado Sr. Baptista.

Como viveste os últimos 2 anos nesta instituição? Subida há 2ª divisão e quase subida há 1ª.
Que grande loucura que foram esses dois anos! A época da subida à 2.ª divisão fica marcada sem dúvidas pelo jogo de Setúbal (o jogo da subida). Nuca me irei esquecer os momentos seguintes ao apito final do jogo.
Parecíamos crianças a chorar de alegria. Então tu André mais parecias a nascente de um rio qualquer (chorão) - Fantástico. No segundo ano não foi menos fantástico e louco. Parecíamos que éramos uma claque de futebol e não uma equipa de Futsal. Quando ganhávamos ou perdíamos nunca deixamos de ser amigos e “claque de futebol.” Fica na memória o jogo do Coimbrões, antes e depois do mesmo - que grande loucura que foi aquilo.
Até parecia que tínhamos ganhos a Champions. Depôs a Junqueira - 3 pontos é o que se sabe, mas o mais importante é que nos demos todos bem e viva as claques de futebol… para o ano há mais.

Principais diferenças entre o plantel de 04/05 e o de 05/06.
Existem diferenças nos planteis, como é óbvio, porque existem várias saídas e entradas. Mas a verdadeira razão pelo campeonato menos bom que estamos a realizar também se deve às equipas adversárias, que na minha opinião, na zona sul pratica-se melhor Futsal que na zona norte. A grande diferença dos planteis do ano passado para este ano é a inexperiência de muitos jogadores “jovens” e alguns ainda estão a enquadrar-se com os métodos de trabalho da equipa técnica, trabalho que não se faz de um dia para o outro. Na próxima época ou daqui a duas épocas esta equipa, com todos os mecanismos bem trabalhados, é a grande candidata a subir à 1.º divisão, quer esteja no grupo norte ou sul.

Como classificas esta época?
Devido a muitas mexidas no plantel e numa zona que é bem mais competitiva pedir mais à equipa era algo de anormal. Acaba por ser uma época de transição. Devido à amizade que conseguimos todos juntos promover, o que foi muito importante para aguentar uma época desgastante, acabou por correr tudo bem, realmente, em relação aos objectivos traçados ficámos aquém das expectativas, mas se juntarmos as duas parcelas concluo que nem tudo foi negativo.

Como avalias o potencial dos outros guarda-redes do plantel? João Bernardes, André Sousa e João Manuel.
Mas que grandes colegas de posto de baliza encontrei eu na Académica, fantásticos: João Bernardes, 3 anos a trabalhar na académica e teve uma evolução como guarda-redes muito boa. Trabalha muito, tem bons reflexos, mas ainda tem que reaver o medo que algumas bolas lhe metem. Estou a crer que com rotatividade os erros vão aparecer e inteligente como é vai colmatar os mesmos. Sem jogo não se cometem erros. Necessita de jogar com frequência o mais rápido possível, mais um bom guarda-redes que o distrito de Coimbra tem.
João Manuel: sempre lhe disse que ele era a máquina do futuro cada vez mais me convenço mais disso e esta época foi a grande prova do belíssimo guarda-redes que ele é. Jogar com frequência só lhe faz bem e a AAC recuperou um grande guarda-redes, mas para ser melhor o João só tem que ter mais uma coisa: confiança em si mesmo porque o restante tem ele. André Sousa: possivelmente vou definir o guarda-redes mais completo com quem eu trabalhei durante os 22 anos de desporto federado. Belíssimo posicionamento na baliza e no campo, é que o André, além de ser um belíssimo guarda-redes, dentro e fora dos postes, joga bastante bem com os pés. Ainda tem muito que aprender, mas o que ele já faz é de grande qualidade. Uma nota, era impossível qualquer um dos 3 ter tido a evolução que tem tido sem o grande trabalho que o Hugo Espírito Santo desenvolve com eles.

Como conviver com algo de novo para ti… o banco de suplentes…
O banco de suplentes, ao contrário do que as pessoas possam pensar não é um papão. Não é sinónimo que o outro é melhor ó pior, mas sim uma maneira de o teu treinador mostrar que não anda muito contente com o teu trabalho e o atleta tem que tentar perceber o que está errado. Tem que continuar a trabalhar para tentar reaver o seu lugar. Também é verdade que não é a 1.ª vez que eu me sento no banco. Já tinha acontecido no futebol de 11, no Real da Conchada, no Cernache e, no ano passado, com o João Manuel. Fiquei triste porque gosto de jogar, mas nunca deixei de trabalhar.


Um jogador que admires.
Oliver Khan. Adoro a maneira fria com que desempenha a função, muitas das vezes não parece um homem na baliza, mas sim um “iceberg”.

Tens ídolos na modalidade?
Tenho, o Rui Gouveia. Jogador da equipa do Cernache B. Tem muito que aprender, lá isso tem, mas inteligente como é e humilde como ele é vai, certamente, ser um bom jogador de Futsal. FORÇA PUTO!

Sendo tu um “veterano”, que conselhos achas poder dará quem se inicia agora na modalidade…
Os conselhos que eu dou é que continuem a trabalhar, sejam humildes, dêem o melhor dentro do campo e tenham muito respeito pelo colega de equipa e o colega adversário “no dia seguinte podem ser colegas de equipa”. Se qualquer atleta conseguir reunir estes requisitos todos, com toda a certeza vai ter muitos amigos e ser um bom jogar de Futsal. Se não for um bom jogador de Futsal, que se fique pelos amigos e, olha André, já não é nada mau.

O melhor momento da tua carreira…
Agosto de 1984, quando pela, 1.ª vez, meu pai me deixou ir treinar à AAC.

O pior momento…
Outubro de 2004, quando, pela única vez, fiquei com uma inimizade com um colega.

Uma palavra para os teus companheiros de equipa…
Continuem na mesma linha. É um privilégio trabalhar com todos. Estou muito feliz por tê-los conhecido. Passamos grandes momentos juntos que ficam no meu álbum de recordações. Francamente, sou um homem com muita sorte.

Uma palavra para a equipa técnica…
Acho que percebeste o sentimento que eu tenho em relação ao Sr. Baptista, por isso, ele não vai ter direito a mais nada [risos]. Hugo Espírito Santo: belíssimo treinador de guarda-redes. Consegue por em prática a experiência que teve como guarda-redes de Futsal e o curso de educação física que tem. Com as duas coisas juntas, está-se mesmo a ver o que deu. Grande treinador de guarda-redes e grande amigo do guarda-redes. Só o que ele teve que aturar de mim… paciência de Chinês. Hugo, continua o teu trabalho e olha só os frutos que tem dado… muito bem. Arlindo Matos, a grande muleta do Sr. Baptista. Sem o Arlindo Matos, o sucesso deste projecto (AAC/ Futsal) teria sido bem mais difícil. Momentos da vitória gosta de festejar com todos e gosta de dividir os mesmos por todos envolvidos. Nas derrotas tenta logo pôr a água na fervura. Tenta perceber rapidamente o que esteve mal e falar com os jogadores. Não vira costas à luta, estuda o Futsal e é muito inteligente. É o peso no outro prato da balança, equilíbrio em pessoa, transmite muita fé e confiança à equipa. Excelente, grande treinador que o Sr. Baptista formou. Continua o teu caminho, estás na linha certa. Fantástico trabalho, Arlindo, muito bem!

Uma palavra para os visitantes deste blog…
Continua a visitar este blog, porque sem vocês este não tem sentido. Exprimam sempre a vossa opinião, “bem ou mal”. Não deixem de ir aos pavilhões apoiar as equipas do distrito. Só assim, todos juntos, conseguimos um Futsal mais forte no distrito de Coimbra.

André Matos, agradeço imenso a oportunidade que me deste em realizar este trabalho contigo, visto ser o meu último ano de desporto federado. Não imaginas o importante que é para mim partilhar o meu passado como atleta.
Sem este blog era impossível. Continua com este trabalho, que além de ser bem feito, dá-nos boas oportunidades de divulgar melhor a nossa modalidade - Futsal.
Obrigado e Parabéns.



B.I.
Nome:
Nuno Miguel Lima Gouveia
Data de nascimento: 01/06/1973

Equipas e treinadores:
Futebol de 11
Sr. Paulo Costa/ Sr. Licínio/ Sr. Crispim/ Sr. Curado - Académica
Sr. Pinheiro - Marialvas
Sr. Leite/ Sr. Zé Manuel - Pedrulhense
Sr. Pratas - Brasfemes
Futsal
Minas/ Sr. Jacob - Real da Conchada
Sr. Baptista/ Arlindo Matos/ Sr. Jacob - Condeixa
Sr. Carlos Bem-Haja/ Pedro Montenegro - Condeixa
Miguel Tente/ Pedro - Cernache
Sr. Baptista/ Arlindo Matos/ Hugo Espírito Santo - Académica


Thursday, May 04, 2006

Entrevista a Geninho



O que represente para ti a A.A.C.?
A AAC é um grande clube que me orgulho de representar. Foi a ver jogos da Académica que nasceu o gosto pelo futebol, por isso é um clube muito especial até porque já o represento à muitos ano

Como te iniciaste na modalidade?
Eu comecei por jogar nos Jogos de Coimbra durante 3 anos e no fim do terceiro surgiu o convite para os iniciados da Académica.

Sendo tu um jogador formado no clube, como tens visto a evolução da modalidade dentro do mesmo?
Penso que o futsal tem melhorado muito nos últimos anos. Há pessoas empenhadas em melhorar as condições de trabalho e em apoiar os jogadores. Aos poucos o futsal vem-se impondo dentro clube. Ao nível da competição estamos também melhor, apesar de não atingir os objectivos este ano a equipa mostrou valor e longe vão os tempos do sufoco até há última jornada.

Alguém que aches que foi preponderante na tua evolução como jogador…
Todos os que trabalharam e trabalham comigo desde treinadores atécolegas. Sempre ouvi e aceitei críticas (quando são feitas de modo correcto) e trabalho para melhorar. Mas penso que o Nuno Ponce Leão foi muito importante porque foi ele que me lançou na briosa e com quemtrabalhei durante 4 anos. A vinda dos treinadores Baptista e Arlindo também foi importante pois passamos a treinar mais vezes e com novos métodos.

Como te caracterizas como jogador?
Sou um jogador mais defensor, mas sempre pronto para contratacar.Sinto-me bem em qualquer parte do campo, mas prefiro jogar mais recuado.Acima de tudo penso que sou prático.

Como viveste a época passada?
A época passada foi vivida com muita emoção, acreditámos que podíamos subir e lutámos por isso. Depois de passarmos momentos difíceis comlesões e castigos a equipa estava bem e acreditámos na subida. O futebol é assim, acabámos tristes mas orgulhosos da época realizada.

Principais diferenças entre o plantel da época passada e o deste ano?
A principal diferença penso que esteja na velocidade, perdemos capacidade de penetração em velocidade. A nível táctico estamos melhor.

Consegues encontrar explicações para o desempenho da nossa equipa este ano?
A equipa não foi capaz de se adaptar a nova série e a inexperiênciatambém não ajudou. As outras equipas eram muito matreiras e muitopráticas e penso que nós não lidamos bem com isso. A impaciência de jogar contra defesas tão fechadas e recuadasé um dos principais factores da época menos conseguida

Objectivos na modalidade?
Num desporto amador é tudo tão incerto por isso os objectivos passam porjogar e ajudar o clube a atingir os seus objectivos. Mas um dos meusdesejos e subir à 1º divisão com a briosa.10- Alguém que admires como jogador?Todos os jogadores da académica que durante muitos anos sem condiçõeslutaram e permaneceram no clube, honrando e lutando por um clube que nada lhes dava.

Tens algum ídolo? Porquê?
Os únicos ídolos que tenho são a minha família. Porque tiveram de fazeralguns sacrifícios para me darem a possibilidade de jogar, estudar etc.

Melhor momento vivido na modalidade…
Sem dúvida que foi a subida à 2ª divisão, depois de um jogo tão emotivo e equilibrado como o de Setúbal.

Pior momento…
A descida para 3º divisão foi um momento triste mas penso que a nãosubida à 1º o ano passado foi mesmo o pior.

Uma palavra para os teus companheiros de equipa…
Acreditem e continuem a lutar, se este ano não foi possível para o anoterá de ser. E que acima de tudo aprendam com os erros que cometemos este ano.

Uma palavra para a equipa técnica…
Continuem a trabalhar, uma época assim acontece.

Uma palavra para os visitantes deste blog…
Que participem no mesmo, mas de forma a promover a modalidade e não para atacar ou provocar outras pessoas.Já agora deixar-te um abraço e desejar-te felicidades. E ao mesmo tempoatravés de ti deixar um abraço ao teu pai por tudo que faz na Briosa.

BI
Nome: Luís Eugênio Lucas Martins
Data de nascimento: 9/07/84
Clubes: AAC
Títulos: campeão distrital de iniciados e juvenis, vencedor da Taça da AFC nos juvenis e bicampeão da 1º divisão da AFC.

Saturday, April 29, 2006

Entrevista a Bruno Benedito

"Futsal é um jogo de paciência para jogadores inteligentes"

O que representa a AAC para ti?
Obviamente que se trata de um clube de referência não só para mim, mas para toda a região centro. Represento AAC-OAF acerca de dez anos e é com muito orgulho que o faço, ou fiz,…pelo menos até à época anterior, face à lesão que se prolonga desde o inicio do ano. O sentimento é muito forte quando estamos em campo, mas é muito difícil estar de fora. Grande clube!

Caracteriza-te como jogador….
Sinto-me um jogador com pontos fortes e fracos como qualquer um. A minha evolução como jogador e a minha forma de jogar foi no sentido de ajudar a equipa, ou seja, trabalhar para o colectivo. Adoro pensar o jogo ofensiva e defensivamente, alterar entre o jogo interior, entre linhas e a profundidade, jogar a dois/três toques com grande mobilidade e “alguma velocidade”, entendo-me muito bem a este nível táctico com alguns colegas. Em tempos fui finalizador, agora mais organizador. Dentro do campo sou muito intempestivo, especialmente nos treinos, nos jogos a concentração sobrepõe-se a tudo. Em termos físicos, preciso de estar acima dos 85% para me sentir em condições de cumprir dentro do campo, a intensidade do jogo é muito elevada, caso contrário não rendo.

Sendo tu um jogador com muitos anos de Académica como tens visto a evolução da modalidade dentro do clube…
Quando eu comecei a praticar futsal, na altura futebol de 5, era eu júnior e ainda não havia campeonato na Associação de Futebol de Coimbra, tivemos que entrar no campeonato em Leiria e a fase final realizava-se num dia. Agora temos uma 1ª,2ª e 3ª Divisão com várias séries, Distritais, Taça de Portugal, UEFA CUP. O Futsal foi a modalidade que mais evoluiu nos últimos anos em Portugal. Na Académica o processo tem sido lento, mas penso que agora estamos no bom caminho, as condições de trabalho melhoraram bastante, já temos o Pavilhão quase só para nós e finalmente o equipamento de treino. Os escalões de formação são fundamentais para a continuidade e projecção da modalidade, chegar a uma equipa sénior já com os princípios de jogo assimilados é fantástico e tem-se postado neste sentido. Tornamo-nos uma equipa com personalidade, temos um modelo de jogo, mas podemos ter mais do que um, a complexidade do jogo é cada vez maior, temos de acompanhar esta evolução que não pára, podemos ir muito longe.

Que conselhos julgas puder dar a quem se inicia agora na prática de futsal…
Depende da idade de iniciação,…mas posso transmitir que o Futsal é um jogo de paciência para jogadores inteligentes. Inicialmente desenvolvam a vossa capacidade técnica, exercitem os dois pés, estimulem a criatividade, mas coloquem sempre a equipa em primeiro plano. Em termos tácticos, é fundamental a concentração neste processo do treino, pois é aqui que vão construir todas as aplicações para a situação de jogo e é aqui que nem sempre o jogador faz o transfere…

Como viveste a época de 2004/2005?
Foi uma época em grande, excelente grupo, objectivo de subida à 1ª Divisão quase alcançado. Em termos colectivos tínhamos uma equipa com muito valor que se deveria ter mantido, um misto de experiência e irreverência, mas com muita qualidade, como este ano. Em termos individuais a época correu-me bem, até ao momento em que tive de parar por uma lesão, quase no final da época. Infelizmente quando voltei não estava bem fisicamente. Tivemos muito perto de alcançar o escalão máximo do futsal nacional, teria sido fantástico voltar a jogar na 1ª Divisão, mas com o rendimento da equipa abaixo do normal, falta de sorte e arbitragens comprometedoras, não atingimos o nosso sonho.

Tens estado ausente dos jogos este ano, queres explicar porquê?
Pois essa é uma situação que me deixa cada vez mais em baixo, pois a lesão que tive no final do ano passado, prolonga-se para este ano. E após várias tentativas de recuperação, a dor e o desconforto persistem na hora de jogar, e quando algo desta natureza acontece temos mesmo que parar e tentar perceber o porquê de se tornar desconfortável e até insuportável praticar futsal. Após vários diagnósticos e prognósticos, além da realização de exames, chegou-se à conclusão que se tratava de uma alteração estrutural a nível esquelético, com consequentemente alteração funcional a nível musculo-esquelético, alterando toda a fisiologia da articulação coxo-femural direita (desculpem os termos mas é mesmo assim). O pior é quando esta situação de desconforto se transpõe para o nosso dia a dia, e eu enquanto profissional do exercício físico e não profissional de futsal, tive que fazer um exame de consciência, e faço-o todos os dias com grande mágoa e emoção, de modo a julgar qual seria a melhor situação para mim. Parar e recuperar a lesão que se arrastava há muitos anos.

Como tens visto a nossa participação este ano?
Adaptação à zona Sul não foi fácil, pratica-se um futsal muito meticuloso. É preciso alterar a nossa forma de jogar, e com saída de muitos jogadores e a entrada de outros, assistimos a uma fase de adaptação. Na minha opinião julgo que poderíamos ter feito muito melhor, e vamos fazê-lo na próxima época, temos valor para muito mais. Não há justificação para tantos golos sofridos, pois trabalha-se muito em termos defensivos e temos jogadores com muita experiência, será mérito do adversário? desconcentração na organização defensiva? Ao nível ofensivo, com as equipas do Sul a fecharem-se muito no seu meio campo defensivo, por vezes não temos a paciência necessária para a construção do jogo ofensivo. Temos limitado o nosso sistema de jogo muito ao 3:1 e temos capacidade para variar no 2:2 e o 4:0. Não podemos perder tantos jogos em casa e é preciso maior união no grupo. Não se pode errar neste campeonato.

Avalia o potencial do nosso plantel...
Alguns jogadores muito jovens no inicio do seu percurso na equipa sénior, com irreverência e imaturidade, mas com enorme margem de progressão. Outros com a experiência necessária e uma cultura táctica acima da média, mas todos com muito valor, caso contrário não estariam neste plantel. Sente-se que os atletas da formação vão dar continuidade ao projecto.

Um jogador que admires… Porquê?
João Filipe… já o conheço acerca de dez anos, desde que eu era júnior na académica, trata-se de um jogador muito completo, elevada capacidade técnica, excelente cultura táctica. Excelente colega de equipa. Tem uma enorme carga genética para a prática da modalidade, velocidade, agilidade e grande capacidade anaeróbia. Além disso nunca o vi com uma lesão, está sempre bem fisicamente, ao contrário do que tem acontecido comigo. Fico feliz por ele. Abraço para ele.

Objectivos futuros….
No futsal gostava de me sentir bem para poder voltar a jogar sem dor, estou a trabalhar nesse sentido. Tenho andado afastado dos treinos, pois não é fácil estar ali sem poder treinar.
A nível profissional, com uma licenciatura na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, actuando como Professor de Educação Física e Personal Trainer, o meu próximo passo será um Mestrado em Exercício e Saúde. E ainda tenho a minha empresa arrancar para o próximo mês, que desde já passo a publicidade, HOMEFIT CLUB, que promove a prática do exercício físico, e não só, ao domicílio.

Melhor momento como praticante de futsal….
Não é fácil identificar o melhor momento, no entanto, é assim, em termos colectivos os títulos conquistados são sempre os melhores momentos alcançados. A nível individual, ainda como jogador dos juniores, nunca mais me esqueço do 1º golo que faço na equipa sénior, na altura a jogar na 1ª Divisão, frente ao Miramar, que era o campeão nacional. Foi um momento muito especial, estávamos finalmente em vantagem frente a uma equipa de topo, por 1-0, nem queríamos acreditar, eu nem consegui festejar o golo, os meus colegas abraçaram-me, ficamos eufóricos. No entanto, logo a seguir um dos piores momentos…

Pior momento…
Pois é neste mesmo jogo, mas já na segunda parte, ainda a vencer por 1-0, “ …numa jogada de envolvimento colectivo, João Filipe, com um passe longo coloca a bola em Paulito, que descaído para o lado direito do ataque coloca de primeira a bola à entrada da área, quem é que aparece, cheio de medo do guarda-redes, Bruno Benedito, que de cabeça atira ao poste, seria o 2-0, matávamos o jogo, no contra-ataque o Miramar faz o 1-1, e acaba por ganhar o jogo por 1-2”,…não dormi nessa noite.

Uma palavra para os teus companheiros da AAC….
Nos treinos comam-se, mas nos jogos unam-se. Força pessoal, vocês são capazes.

Uma palavra para a equipa técnica….
Parabéns por todo o trabalho desenvolvido até ao momento. Não é fácil gerir um grupo, com tanta qualidade e com personalidades tão diferentes. Sem vocês não estaríamos onde estamos.

Uma mensagem para os visitantes deste blog….
Mantenham-se sempre ligados ao futsal pois é uma modalidade apaixonante. E uma palavra a ti também: parabéns pelo teu blog, força para a tua carreira, ainda tens muito para dar, mantém os níveis de confiança elevados.
Obrigada pela oportunidade.

B.I.
Nome:
Bruno Jorge Santos Benedito da Silva
Data de Nascimento: 25-05-1978
Equipas: AAC e Real da Conchada
Títulos: Bi-Campeão Distrital de Juniores, Campeão Nacional da 2ª Divisão, Campeão Nacional da 3ª Divisão.
Treinadores: Miguel Tente, Carlos Bem Haja, César Minas, Pedro Maria, Nuno Ponce Leão, Nuno Pinto e Francisco Batista.

Friday, April 14, 2006

Entrevista a Mourão


Um dos reforços do "mercado de inverno" traça a sua meta pessoal

"Singrar na modalidade"


O que representava para ti jogar no Sporting Pombal (Instituto)?
Foi um marco muito importante na minha vida pessoal e profissional, visto ser um clube de 1.ª Divisão e isso é muito significativo. Sinto que naquela instituição cresci a todos os níveis, tanto a nível pessoal como profissional.

Caracteriza-te como jogador…
Creio que não seja a melhor pessoa para responder a esta questão mas do meu ponto de vista, sou um jogador colectivo que, apesar de não ser um jogador que resolva, ajudo em prol da equipa.

Queres contar quais as razões da tua saída do Pombal?
O facto de ter saído do Pombal foi tanto a nível académico, visto estar no meu 3.º ano de faculdade e acarretar mais empenho e a nível futsalístico, já que um jogador quer sempre jogar mais.

Quais as principais diferenças que encontraste na chegada ao nosso clube?
A massa adepta. Causou um imenso impacto foi num jogo em casa em que os adeptos apareceram em massa e manifestaram todo o seu apoio pela Académica. Indescritível.

Qual a maior dificuldade que encontraste?
Não creio que tenha tido alguma dificuldade, muito por culpa de, no plantel, ter já pessoal conhecido.

Como foste recebido?
Muito bem. Com este grupo de trabalho quem não se adapta.

Como avalias o nosso plantel?
Muito equilibrado e o que me surpreende mais é o facto de ser um plantel muito jovem.

Como tens visto a participação da nossa equipa?
Tendo em conta que o objectivo era a subida, a participação não é a melhor, de certeza.

Sentes que podemos fazer melhor?
Claro que sim, sem dúvida alguma…

Um jogador que admires… Porquê?
Bibi… É um jogador disciplinado e evoluído tacticamente, aguenta 40 minutos ao mais alto nível, remata bem, faz golos… o que se pode querer mais.

Objectivos futuros no futsal….
Singrar na modalidade.

Melhor momento na tua carreira desportiva…
O golo que marquei em casa frente ao Benfica, no ano passado.

Pior momento…
No play-off, do ano passado, no 2.º jogo frente à Fundação Jorge Antunes, podíamos ter ganho mas o factor sorte não teve do nosso lado.

Uma palavra para os teus colegas da AAC…
Continuem…

Uma palavra para a equipa técnica….
Respeito…

Uma palavra para os visitantes deste blog….
Fantásticos


BI:
Nome:
João Carlos Santos Dias Mourão
Data de Nascimento: 30/10/85
Equipas: Instituto D. João V/Sporting Pombal e Académica
Títulos: Tricampeão distrital da AF Leiria e 2 taças distritais.
Treinadores: Vítor Coelho e Framcisco Baptista.

Thursday, April 06, 2006

Entrevista a João Manuel

João Manuel e o empréstimo ao S. João
“O mais importante foi ter recuperado a alegria de jogar”

O que representa a AAC para ti?
A AAC é o clube do qual aprendi a gostar desde cedo, sempre sonhei em vestir a camisola da briosa e aos 14 anos concretizei esse sonho. Jogue onde jogar até ao final da carreira a Académica estará sempre no meu coração.

Caracteriza-te como guarda-redes….
Costumo deixar essa opinião para as outras pessoas mas para ti (André Matos) como sempre me apoiaste nos momentos difíceis aqui vai a minha opinião. Considero-me um guarda-redes moderno, bom entre os postes, razoável fora deles, bom nos passes com as mãos e a melhorar, a cada dia que passa, o jogo de pés. Tenho muito para aprender e para evoluir, mas para isso não basta treinar bem, jogar regularmente é fundamental.

Classifica a tua participação no campeonato do Mundo Universitário….
Melhor não poderia ter sido. Só o facto de ter garantido a minha ida a Palma de Maiorca foi uma vitória (de 4 guarda-redes apenas foram dois). Depois aproveitei a oportunidade que me foi dada e agarrei o lugar. Foi um sonho tornado realidade e que quero repetir este ano na Polónia, até porque é o meu último ano como Universitário.

Como encaraste o empréstimo ao São João?
Com muito optimismo, vontade de voltar aos pavilhões e ajudar o São João. Após duas épocas muito difíceis na Académica, tive uma infelicidade que me fez estar parado 7 meses. Ao regressar precisava de jogar e voltar a ter alegria dentro do campo, assim sendo, a minha saída da Académica tornou-se inevitável e a melhor solução.

Sentiste de alguma forma injustiça no teu empréstimo? Porquê?
No meu empréstimo não, até porque eu próprio já o tinha solicitado aos directores. Senti injustiça sim quando treinava 4 vezes por semana e depois não era utilizado durante longos períodos. Sei que a posição de guarda-redes é ingrata mas houve alturas em que merecia jogar e acabei por ser sempre a 2ª opção, mas como a palavra desistir não faz parte do meu dicionário, ainda hoje contínuo a lutar e trabalhar para recuperar um lugar que já foi meu, onde mereço e tenho valor para estar.

Como foi a tua recepção em Pé de Cão?
A melhor possível. As diferenças da Académica são muitas, umas para melhor e outras para pior, mas no geral estou a adorar a experiência. Todos, desde jogadores até aos adeptos, receberam-me de braços abertos desde o primeiro dia e perceberam que estava ali de alma e coração para ajudar o São João atingir os seus objectivos.

Estando agora a jogar com maior regularidade, sentes que tens evoluído?
Este ano devido a estar no último ano do curso não tenho treinado com a regularidade que sempre me caracterizou, no entanto a minha evolução tem sido progressiva e os momentos bons têm sido em maior número que os maus, aliás como os da equipa. O mais importante foi ter recuperado a alegria de jogar, de festejar as vitórias e amuar com as derrotas, isso não se consegue nos treinos.

Como viveste a época de 2004/2005?
Foi um ano com altos e baixos e que infelizmente terminou da pior maneira, quer para a Académica, quer para mim. A meio do mês de Abril sofri um acidente - fracturei quatro costelas - e a minha época terminou ali, para a Académica o grande objectivo da subida de divisão morreu na penúltima jornada. Não esqueço e aproveito para agradecer a todos o apoio que me deram no momento mais difícil da minha vida.

Sendo um jogador com muitos anos de Académica como tens visto a evolução desta modalidade na AAC?
Parece que finalmente o Futsal começa a ser apoiado pela direcção e isso foi o que faltou ao longo dos anos que passei na Académica. Não estou a exagerar se disser que paguei durante muitos anos para jogar futsal e só mesmo quem gosta muito do clube e da modalidade é que conseguiu resistir às dificuldades que sempre foram impostas dentro do próprio clube. Agora que tudo está melhor penso que existem todas as condições para chegar à 1ªdivisão.

Como tens visto a participação da nossa equipa este ano?
Do que me apercebi à distância, penso que a mudança de série foi bastante prejudicial mas não foi o único factor responsável pela época menos positiva. As alterações no plantel, as lesões e algum azar também ajudam a explicar algumas derrotas, especialmente em Coimbra, que foram os jogos a que assisti.

Sei que tens boa relação com o Gouveia, André Sousa e João Bernardes. Queres deixar uma palavra para eles?
Gouveia - Nunca conheci ninguém tão confiante e seguro de si (até exagera às vezes) mas foi bom trabalhar com ele, aprendi algumas coisas, desaprendi outras mas é um bom colega de equipa e bom guarda-redes.
André Sousa - Chateio-lhe a cabeça nos treinos mas ele sabe que tenho razão e que é para o bem dele, tem tudo para ir longe no futsal, basta ter humildade e trabalhar sempre nos limites.
João Bernardes - É um miúdo impecável, quem o viu quando chegou à Académica e quem o vê actualmente. Evoluiu dia após dia, nunca virou a cara à luta e aproveitou a minha experiência e a do Gouveia para se tornar num guarda-redes com muito futuro.

Melhor momento….
Enumerar um momento como melhor seria muito difícil, porque já vivi grandes momentos que me fazem amar esta modalidade. A subida de divisão pela Académica, o 5º lugar no Campeonato do Mundo Universitário em 2004 ou a taça distrital de Juvenis foram dos momentos mais inesquecíveis.

Pior momento….
A descida à 3ª divisão em 2002/2003, na minha época de estreia como sénior, foi um dos piores, numa época em que tudo correu mal à equipa. Nunca ter conquistado o campeonato distrital nas camadas jovens é outra das situações pela qual guardo uma grande tristeza.

Algum jogador que admires na modalidade?
João Benedito por motivos óbvios. É fantástico em campo.

Objectivos para a próxima época?
O grande objectivo passa por estar presente no Mundial Universitário. Regressar à Académica é também um objectivo, mas depende de muita coisa que ainda não posso prever.

Uma palavra para o grupo de trabalho da AAC?
Nunca deixem de apoiar o colega que está dentro do campo, porque o sucesso dele é o vosso sucesso.

Uma palavra para a equipa técnica da AAC?
Muito me têm ajudado, quer no futsal quer no curso de Educação Física, a eles um muito obrigado.

Uma palavra para os visitantes deste blog?
Aproveitem os blogs para promover a modalidade, discutir ideias e não para criticas e discussões inúteis.

BI
Nome:
João Manuel Carvalho Simões
Data de Nascimento: 19 de Junho de 1983
Treinadores: Nuno Ponce Leão, Jesus, Nuno Pinto e Francisco Baptista.
Palmarés: Taça Distrital de Juvenis, Subida à 2.ª divisão em 2003/2004 e 5.º lugar no Mundial Universitário.

Thursday, March 30, 2006

Entrevista a Cristiano

O nosso irmão brasileiro dá o mote
"Os guerreiros morrem de pé"

Como te iniciaste no futsal?
Comecei num clube chamado “Fraldinha” com 5 anos…a minha vida é futsal, pois sempre joguei.

Como te caracterizas como jogador?
Sou guerreiro, muito lutador e determinado, no entanto gosto de fazer uma graça de vez em quando. Sou filho de Deus.

Já representaste várias equipas de vários países. Qual aquela que te deu mais gozo jogar?
Realmente já representei vários emblemas: Fe Blue Star (Suiça), Reggio Cálcio 5 (Itália), Disoft Las Palmas (Espanha), Las Rozas Madrid Léon (Galicia), Benfica, Fundão e Académica (Portugal). Todas me deram gozo, pois em todas joguei. Gosto é de jogar futsal!

Como se proporcionou a tua vinda para o Benfica?
Através do Pica-Pau, a amizade entre nós é muito grande. Vim para o Benfica graças a ele que já lá jogava.

Como correu a tua passagem por lá?
Não foi muito famosa é certo, mas, também nessa altura estive lesionado 8 meses e saí um pouco prejudicado por isso.

Qual a razão da troca Fundão-Académica?
Para jogar mais e voltar a ter prazer em jogar futsal, no entanto não vejo muita diferença.

Como correu a adaptação ao nosso clube?
Foi tranquila, fui muito bem recebido pelos meus companheiros. Se melhorar estraga.

Para já como avalias a tua época 2005/2006?
Regular, para quem não tem jogado muito. Poderia ter tido mais oportunidades, penso que tenho qualidade para contribuir mais.
Melhor momento vivido na modalidade?
Os melhores momentos são sempre as vitórias, os títulos e as amizades feitas na modalidade.

Pior momento?
Foi sem dúvida alguma a minha paragem de 8 meses, senti enormes saudades das “quadras”.

Alguém que admires neste desporto?
Uma pessoa que é mais que um Amigo, é um irmão para mim, o Pica-Pau é um fantástico jogador e um ser humano maravilhoso.

Uma palavra para os teus colegas da A.A.C…
Que trabalhem e se lembrem que a 1ª divisão é já ali ao lado. Lutem sempre e nunca desistam da vitória. Os guerreiros morrem de pé.

Umas palavras para a equipa técnica…
Quem planta trabalho colhe vitórias!

Umas palavras para os visitantes deste blog…
Que visitem mais vezes este blog, muitas felicidades e saúde é o meu desejo para todos vocês.

Reparo que quando falas da tua filha (Maria Clara) e família, falas com saudade e carinho. Podes mandar uma mensagem para eles…
Quando era pequeno, perguntava aos meus pais como se sabia que amávamos alguém. A resposta da minha mãe era que eu saberia quando estivesse a Amar…agora sei…tenho a Maria Clara. Gostaria de lhes dizer o seguinte: as nossas vidas são um drama, onde ora somos actores, ora somos plateia. Como actores desempenhamos vários papéis, até de palhaço que ao fazer rir a plateia esconde na sua máscara a dor e as lágrimas… É a vida!

BI
Nome:
Cristiano Motta
Data Nascimento: 20/12/1975
Nacionalidade: Brasileira
Naturalidade: Manaus- Am - Brasil

Friday, March 24, 2006

Entrevista a Tiago Teixeira

O nosso "doutor"

"A equipa que a Académica tem esta época pode-lhe garantir um futuro seguro nos próximos anos"

Tem algum significado especial para ti jogar na AAC?
Dr TT – André deixa-me primeiro dizer-te que é um prazer estar aqui noteu blog…Não sou um visitante assíduo destes blogs de futsal, mas isso prende-se mais com a falta de tempo! Quanto à AAC, quem me conhece sabe que a Académica foi sempre uma rival no meu percurso futebolístico, por isso não é o meu clube do coração…no entanto posso-te dizer que se sente a mística deste clube quando se está por dentro!

Queres contar o teu ingresso na Académica?
Dr TT – Coincidência ou não, eu não tenho estado mais de dois anos no mesmo clube enquanto jogador sénior, e as primeiras épocas são também, coincidentemente ou não, mais produtivas que as segundas…e no meu segundo ano no Cernache eu acabei a época com alguma frustração e era melhor para as duas partes um afastamento. A equipa técnica da AAC soube da possibilidade de sair e convidou-me, através de um telefonema primeiro e de uma conversa depois, a fazer parte do projecto. Embora algo reticente pela carga horária semanal, acabei por aceitar a proposta.

Como foste recebido pelo grupo de trabalho?
Dr TT – O balneário da Académica não é um balneário fácil…Eu estive sempre em clubes mais “familiares”, em que a recepção aos jogadores é mais calorosa, mas a Académica tem um balneário mais independente, em que cada pessoa depois do treino vai para o seu próprio destino, o que implica que temos que ser mais fortes psicologicamente. No entanto, fui sempre bem tratado, e algumas pessoas ajudaram bastante comoo teu irmão Tomé, que eu já conhecia de Cernache, o Pichel, o Moreira e depois, aos poucos, todos os outros… O grupo, uma vez integrado, é bastante divertido…

Umas palavras para a tua ex-equipa…
Dr TT – Só tenho coisas boas a dizer… do Cernache e do Santa Clara! Este último foi onde passei as minhas maiores alegrias, numa altura em que se joga pelo puro prazer do futebol. No Cernache fui sempre muito bem tratado, tenho lá o que considero bons amigos, e foram muito correctos na altura da despedida…Nos dois casos saí apenas para ir experimentar coisas diferentes…

É fácil conciliar os estudos com o futsal?
Dr TT – Eu acho que sim! Sempre consegui! Na Académica a carga era maior e até aí, mesmo sendo o último ano do curso, consegui conciliar... Já o trabalho torna-se mais difícil, pelo menos no que toca ao meu…

Depois da época que passámos o ano passado, como viveste a derrota com o Junqueira?
Dr TT – Foi “A” desilusão… A época foi em crescendo e tudo se desmoronou no finalzinho… Pensava que ia comemorar a subida na minha última queima, mas acabámos em quinto… Foi…triste!

Principais factores para a forma como tem evoluído esta época…
Dr TT – Difícil dizer…Eu penso que a equipa do ano passado era mais forte, mais versátil! Por outro lado, a equipa que a Académica tem esta época pode-lhe garantir um futuro seguro nos próximos anos, se bem conduzidos…Na minha opinião as viagens muito longas, a maior evolução técnico-táctica das equipas desta série e alguma insegurança nos jogos caseiros são os principais factores… No entanto acho que devemos muito a nós próprios porque teríamos seguramente valor para mais, mas para obter resultados há que ser mais pragmático…

Caracteriza-te como jogador…
Dr TT – Eu sou o que poderias chamar um falso-lento, quando em forma claro… Sou mais um organizador de jogo que um grande desequilibrador individual, com mais propensão para atacar do que para defender e que não tem problemas de se sacrificar pela equipa… Acho que sou um bom colega…

A tua melhor memória no futsal…
Dr TT – Quando ganhei o campeonato distrital de juniores… jogávamos o último jogo da fase final em casa, tendo nove pontos, e recebendo o Vilaverdense que tinha doze pontos feitos nas quatro primeiras jornadas e que nos tinha ganho na segunda jornada por 2-0! Estávamos a perder ao intervalo e acabámos por ganhar 9-4…Fomos campeões por goal-average, tendo também o Figueiró do Campo acabado com doze pontos…

A pior memória no futsal…
Dr TT – A derrota com o Junqueira…

Uma palavra para os teus colegas de equipa…
Dr TT – Que continuem a dignificar a camisola, o que por vezes é mais importante do que ganhar um jogo…ganha-se o respeito dos outros! Jogos há muitos…

Uma palavra para a equipa técnica…
Dr TT – Que ganhe jogos…

Um jogador que admires na modalidade? Porquê?
Dr TT – Não posso escolher um! Escolho 5…três deles por aquilo que me foram ensinando e pela presença… O Chico no Santa Clara, o Paulo Alves no Cernache e o João Filipe na AAC! O outro escolho porque sempre o achei um excelente jogador em todo o seu percurso e especialmente nos jogos quedele vi em Santa Clara, por essa altura casa emprestada do Conchada, o Nini…O último porque foi o melhor jogador contra quem me bati, ainda nas camadas jovens no campeonato nacional…o Joel Queirós!

Uma palavra para os leitores deste blog…
Dr TT – Que continuem a participar, com respeito, que é uma forma de ir divulgando a modalidade…

Objectivos para o futuro na modalidade…
Dr TT – Vou voltar a casa para acabar a “carreira”…

BI
Nome: Tiago Emanuel Godinho Rodrigues Teixeira
Data nascimento: 22/3/81
Clubes como jogador: CF Santa Clara, UDR Cernache e AAC
Títulos: Campeão distrital de juvenis e vencedor da taça AFC 1997/98, Campeão distrital de juniores e vencedor da taçaAFC 1999/2000, 2.º classificado no campeonato distrital de seniores 2000/2001 (subida à 3ª divisão nacional) e campeão distrital de seniores 2004/05 (AAC B)

Friday, March 17, 2006

Entrevista a Russo

Um pequeno grande talento
"Quero ser campeão nacional de juniores"

1-O nome A.A.C. o que representa para ti?
Apesar de representar a Académica apenas pelo segundo ano acho que dificilmente vou esquecer este clube, é o clube que representa a cidade de Coimbra e que eu tenho muito orgulho em representar, faço-o com todo o empenho e dedicação.
2-Como te caracterizas como jogador?
Sou um jogador jovem que tem muito para aprender, sou dedicado e tento fazer sempre o meu melhor.
3-Porquê futsal? Como começaste?
"Abandonado na minha aldeia” houve alguém que decidiu fazer uma equipa de futsal (Grupo juvenil de S. Tomé) onde me convidaram para fazer parte desse projecto. Aceitei logo… passadas três grandes épocas nesse clube surgiram vários convites, entre os quais um para representar a Académica o qual aceitei de bom grado…
4-Sendo ainda júnior, o que achas da tua inclusão no plantel sénior?
É muito bom para mim poder fazer parte do plantel principal para que eu possa evoluir como jogador, podendo assim disputar o campeonato da 2ª divisão nacional, onde vou certamente ganhar maturidade que me vai ser útil para o futuro.
5-Como tem sido a tua adaptação?
Foi fácil, com este grupo de trabalho qualquer jogador é bem recebido, comigo não foi diferente, receberam-me de braços abertos e perceberam logo que eu só estava ali para os ajudar.
6-Tem sido difícil estar longe da família?
Sim, isso é a única coisa que me perturba um bocadinho! Mas a minha família sempre me apoiou porque sempre respeitaram a minha decisão.
7-Sendo já um habitual convocado do plantel sénior, como te sentes quando jogas pelos juniores?
Sinto-me bem claro, apesar de representar a equipa sénior faço parte do plantel de juniores, jogo com a mesma dedicação e empenho que tenho na equipa principal.
8-Comenta a palavra "croquete"?
A palavra croquete é um nome que me caracteriza dentro do nosso grupo de trabalho, foi a palavra com que me acarinharam. Talvez por ser pequenino.
9-Como tens visto a participação da nossa equipa este ano?
O ano passado a equipa atingiu o 5º lugar, este ano estamos em 6º lugar o que é menos bom para nós mas, ainda estamos a tempo de fazer melhor apesar de ser difícil atingirmos o nosso objectivo que era a subida de divisão.
10-Como viste a participação da nossa equipa no ano passado?
Não tendo a intenção de subir de divisão jogaram jogo a jogo, sem pressão atingiram um lugar que os fez sonhar mais alto, contudo nas últimas jornadas não conseguiram concretizar esse sonho, acabando por ficar em 5º lugar o que é excelente .
11-Tens alguém que admires? Porquê?
Todos os meus colegas de equipa…
12-Objectivos pessoais para este ano?
Ganhar experiência na equipa sénior para que na próxima época possa ajudar a alcançar os nossos objectivos. Sendo também o meu último ano de júnior, quero aproveitá-lo ao máximo, quero ser campeão nacional.
13-Uma palavra para o nosso grupo…
São fantásticos…
14-Uma palavra para a equipa técnica…
Quero deixar-lhes uma palavra de agradecimento, pelo que tem feito não só por mim mas também pelo restante plantel, porque ajudam-nos a evoluir como jogadores, mas ainda mais importante do que isso, como pessoas. O meu muito obrigado!
15-Palavra para os leitores deste blog
Nunca desistam, lutem sempre pelos vossos objectivos…

BI
Nome: Bruno Miguel Azenha Rodrigues (Russo)
Data de nascimento: 1 de Março 1987
Clubes que representou: Grupo Juvenil S. Tomé, Académica.
Treinadores: Jocelino Guerra, Arlindo Matos, Albano, Francisco Batista.
Títulos: Campeão distrital de juniores

Friday, March 10, 2006

Entrevista a João Filipe



“A Académica merece empenho e dedicação”

1- Como um dos elementos mais experiente da equipa, o que achas que está a falhar este ano?
Não julgo que a época esteja a ser um fracasso. Temos um grupo com valor, é certo, mas se calhar o discurso adoptado no início da época tenha sido demasiado ambicioso e a fasquia tenha sido colocada demasiado alta. Convém não esquecer que o nosso grupo é muito jovem e disputa este ano uma série diferente. Penso que a boa prestação realizada na época passada tenha criado a ilusão de que este ano seríamos favoritos à subida. Julgo, no entanto, que está ao nosso alcance uma classificação melhor do que a actual e pela qual vamos lutar até à última jornada.
2- Conta-nos porque aderiste à modalidade?
Estava no meu último ano de júnior no futebol de 11 da AAC e as coisas não estavam a correr como eu desejava. Não era muito utilizado e a ilusão de um dia vir a ser um grande jogador já praticamente não existia. Através de algumas pessoas conhecidas propuseram-me que fosse treinar à secção de futsal. Assim fiz, gostei e até hoje
3- Como se proporcionou a saída para a 1.ª Divisão para o Inst. D. João V?
Estava no último ano do curso de educação física e na altura a AAC e o Instituto estavam na primeira divisão. Após um jogo entre as duas equipas que me correu particularmente bem o convite foi me endereçado. Na altura recusei. Eles voltaram a insistir e chegámos acordo. A contra partida foi que quando terminasse o curso me garantiam uma vaga para dar aulas no Instituto. Assim foi, foram cinco anos muito bons onde conquistei uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
4- O que achas do grupo de trabalho da Académica?
É um grupo de qualidade com grande margem de progressão. Os jovens estão cada vez mais integrados, mais rotinados e têm sabido ouvir os conselhos de quem tem mais anos de futsal. Penso que este grupo pode ter um futuro de sucesso.
5- O que representa a Académica para ti?
É o clube da minha cidade e com o qual fui habituado a identificar-me desde miúdo. Sempre desejei representar a Académica e consegui realizar esse objectivo. A Académica merece empenho e dedicação.
6- Como surgiu a ideia de seres treinador?
Na altura estava no Instituto e um professor meu colega convidou-me para treinar a equipa de juniores femininos do Louriçal. Eu aceitei e comecei uma ligação de alguns anos onde conquistámos tudo no distrito de Leiria. Infelizmente, e por motivos profissionais, tive que abandonar o cargo. Era incompatível dar aulas, jogar e ser treinador. Entretanto a professora Paula Rego, coordenadora das selecções distritais de Coimbra convidou-me para ser treinador da selecção sub19 feminina e eu aceitei. Estou a gostar e os resultados estão aparecer
7- Sendo um treinador de futsal feminino, como está a evolução da nossa modalidade entre as senhoras?
Muito bem. Alguns distritos já apresentam um nível competitivo muito apreciável. São cada vez mais as raparigas interessadas em jogar futsal e o número de atletas federadas não para de aumentar.

8- A selecção distrital feminina ficou bem classificada no torneio Nacional. Há muitos talentos na região?
Foi conseguida a melhor classificação de sempre o que só por si reflecte o valor das jogadoras do distrito. Estão a despontar alguns valores, mas seria importante existir uma competição nos escalões de formação para que a evolução das jogadoras fosse mais sustentada.

9 - Apoias a criação de um campeonato nacional?
Pelo número de atletas existentes e nível competitivo que alguns distritos apresentam julgo que seria benéfico para a modalidade. Teria que ser uma competição organizada por zonas (norte, centro e sul) pois os clubes não possuem condições financeiras para suportar deslocações semanais aos quatro cantos do país. Julgo que a sua criação está para breve.

11- Uma palavra para os visitantes deste blog...
Divulguem a modalidade, vivam a modalidade, mas não aproveitem este espaço para “guerrinhas” pessoais e comentários que nada dignificam o nosso futsal

12- Umas palavras para a nossa equipa...
Jogam muito

13- Uma palavra para a equipa técnica...
Os jogadores nem sempre têm ajudado. Merecem todo o nosso empenho.

14- Nestes anos em que representaste a Briosa, qual o melhor momento que viveste nesta casa? E o pior?
O melhor talvez o título de campeão nacional da 2ª divisão.O pior foi termos descido no ano em que abandonei a AAC para ingressar no Instituto.

BI
Nome: João Filipe Bico Soares
Data de Nascimento: 10/01/74
Percurso: Académica, Inst. D. João V e Académica.
Palmarés: Campeão nacional da 2.ª divisão e subida à 2.ª divisão em 2003/04 (AAC); Taça de Portugal e Supertaça Nacional (Inst. D. João V), Internacional Universitário

Friday, March 03, 2006

Entrevista a Luisinho


O nosso 10 goleador
"Acreditem que podem ser os melhores naquilo que fazem"

O que representa a AAC na tua vida?
O futsal da AAC é para mim uma segunda casa, uma segunda família. É a prioridade da minha vida.

Como tens visto a evolução da modalidade dentro do clube?
Depois de vários anos em que não tínhamos o mínimo de condições e de apoio, houve finalmente interesse pelo futsal e os últimos dois anos são prova disso. Há ainda muito por fazer mas temos que reconhecer que houve um esforço por parte da direcção. Sentimos que há pessoas interessadas e isso é muito importante.

Nestes anos em que representaste a briosa, qual o melhor momento que viveste nesta casa? E o pior?
O melhor momento que vivi nesta casa foi a subida à segunda divisão e a época fantástica que fizemos o ano passado.
O pior momento, pior ainda do que a descida à 3º divisão, foi a derrota no jogo frente ao Junqueira, que hipotecou a nossa subida de divisão. Nesse jogo fomos impedidos pela equipa de arbitragem de conquistar os três pontos e o sentimento de revolta e desilusão no fim da partida não tem descrição. Depois de estarmos tão perto dos nossos objectivos, de uma época fantástica em todos os sentidos, não merecíamos aquela traição. Foi um golpe duro, muito duro.

Há jovens das camadas de formação que te apreciam pela tua capacidade de finalização. Que conselhos lhes queres dar?
Que sejam humildes, que se divirtam a jogar futsal e que acreditem que podem ser os melhores naquilo que fazem.

Como vês a juventude deste plantel? Consideras importante esse facto?
Vejo a juventude neste plantel com grande satisfação e optimismo. Os miúdos são excelentes jogadores, demonstram grande carácter e atitude. Temos uma equipa de grande potencial, de grande futuro, quando falo em futuro, falo a muito curto prazo, pois esta época serviu para os mais novos ganharem maturidade e experiência, o que tem acontecido de jogo para jogo

Sendo o jogador com mais anos de emblema ao peito, descreve a importância que tem para ti esse facto...
O facto de ser o jogador com mais anos de AAC, traz-me responsabilidades acrescidas. Creio que é meu dever tentar incutir aos que chegam a mística da Briosa, assim como ajudá-los a integrarem-se no grupo da melhor maneira possível. É minha obrigação fazer tudo o que estiver ao meu alcance para o grupo funcionar o melhor possível.

Qual a sensação de teres assumido a braçadeira de capitão da Académica?
Depois de tantos anos na AAC é naturalmente uma grande alegria e um grande orgulho ser capitão desta equipa. Preferia ter "herdado" a braçadeira de outra forma, mas foi desta maneira que as coisas se sucederam e estou pronto para assumir essa responsabilidade.

Esta época está a correr como previas?
Infelizmente houve vários factores que condicionaram o nosso rendimento esta época. Houve jogadores importantes que saíram, vários jogadores novos que chegaram ao clube e que naturalmente precisavam de tempo para se adaptar, várias lesões no inicio de época, mudança para uma nova série e para uma nova realidade a nível de futsal. Foram muitas mudanças que acabaram naturalmente por se reflectir no rendimento da equipa. No entanto, que ninguém duvide que esta equipa está mais forte de dia para dia e que a próxima época será sem duvida melhor, será o ano da afirmação do futsal da Briosa.

Estiveste no Mundial Universitário. Qual a sensação de vestir a camisola das Quinas?
Representar Portugal foi naturalmente um motivo de grande orgulho para mim. Estar presente num campeonato do mundo é fantástico e espero repetir a experiência.

Como goleador que és tens alguma marca que queiras atingir este ano?
Gostava de chegar pelo menos aos 40 golos. Sei que vai se muito difícil mas gostava de atingir essa marca.

Tens marcado muitos golos desde a formação até agora. Qual a fórmula para tantos golos?
Os golos aparecem naturalmente e com a ajuda dos meus companheiros. A confiança muitas vezes é tudo.

Onde pretendes chegar no futsal?
Quero ficar na Académica para sempre, chegar à 1ª divisão o mais rápido possível e ver o clube com "estatuto" neste escalão. Quero continuar a marcar muitos golos e a ajudar o futsal da Académica a ser cada vez maior.

Algum jogador que admires?
Os meus colegas da Académica.

Uma palavra para o plantel da nossa equipa...
A equipa sabe bem o que eu acho. Tenho enorme confiança nesta equipa e tenho a certeza que vamos fazer coisas muito bonitas. Estou certo que jogaremos na 1ºa divisão e que para o ano não falharemos esses objectivo. Temos uma grande equipa e vamos demonstrá-lo.

Uma palavra para a equipa técnica...
Como se pode ver pelo que foi escrito atrás, foi com o Prof. Francisco Batista e com o Prof. Arlindo que vivi os melhores momentos na Académica (inclusive a ida a selecção universitária). Com eles cresci como homem e como jogador. Queria aproveitar esta oportunidade para lhes agradecer e para lhes dizer que espero que continuem na AAC por muitos e bons anos. Eles ajudaram a construir esta nova era no futsal da AAC e merecem ver a equipa na 1ª divisão.

Uma palavra para os visitantes deste blog...
Este desporto é uma paixão para todos nós, se puderem ajudem o futsal a crescer cada vez mais, seja de que maneira for.


BI
Nome: Luís Santos (Luisinho)
Data de nascimento: 07/02/1980
Posição: Pivot
Local: Coimbra
Idade: 26 anos
Nacionalidade: Portuguesa
Weblog: http://luisinho10.blogspot.com